Para Poulantzas (apud Araújo & Santos, 2024), o Estado realiza o papel da classe dominante. A materialidade estatal apresenta três tipos de aparelhos, a saber:
- A)repressivos, ideológicos e econômicos.
Correta, porque corresponde aos tres tipos de aparelhos estatais apontados por Poulantzas: repressivos, ideologicos e economicos.
- B)judiciários, escolares e religiosos.
Errada, porque menciona exemplos de aparelhos ideologicos e juridicos, mas nao apresenta a classificacao completa pedida no enunciado.
- C)populares, democráticos e coesivos.
Errada, pois esses termos nao correspondem aos aparelhos estatais em Poulantzas e parecem categorias inventadas para confundir.
- D)participativos, administrativos e culturais.
Errada, porque fala em dimensoes administrativas e culturais de forma generica, sem a divisao teorica cobrada na questao.
- E)coesivos, políticos e militares.
Errada, porque mistura caracteristicas de coercao e organizacao politica, mas nao traz a tipologia correta dos aparelhos estatais.
Gabarito: A
Para Nicos Poulantzas, o Estado nao e apenas um conjunto de reparticoes e canetadas: ele e uma forma de organizacao do poder da classe dominante na sociedade capitalista. Em vez de agir de modo unico, o Estado funciona por meio de diferentes aparelhos, que ajudam a manter a ordem social e a reproduzir as relacoes de dominacao. A classificacao cobrada na questao fala em tres tipos de aparelhos: repressivos, ideologicos e economicos. Os repressivos atuam pela forca ou pela ameaca da forca, como policia, Forcas Armadas e sistema penitenciario. Os ideologicos atuam na formacao de ideias, valores e consentimento, como escola, familia, religiao e midia. Ja os economicos se relacionam com a organizacao e o controle de mecanismos economicos que sustentam a estrutura de dominacao. E por isso que o gabarito e a letra A: ela traz exatamente essa tripla divisao. A ideia central e que o Estado nao se resume a reprimir, ele tambem produz consenso e ajuda a organizar as bases materiais da ordem social. Em linguagem de concurso: dominacao nao vive so de cacete, vive tambem de convencimento e de estrutura. Essa leitura dialoga com a tradicao marxista, especialmente com autores que pensam o Estado como instrumento de reproduzao das relacoes de classe. Em Poulantzas, o foco esta em mostrar que o Estado tem uma materialidade concreta, composta por aparelhos com funcoes diferentes, mas articuladas no mesmo projeto de manutencao da dominacao de classe.