Entre 2003 e 2008, o Ministério da Cultura encampou uma série de políticas sob o título de cultura digital, com o que se buscava ir além da ideia mais comum de inclusão digital. A característica diferencial daquela estava em
- A)garantir acesso ao hardware como forma de reduzir a barreira tecnológica entre diferentes camadas sociais.
Errada, porque a política não se limitava a dar acesso a equipamentos; o foco era participação, criação e colaboração.
- B)promover uma inclusão produtiva e colaborativa por meio do uso e desenvolvimento de software livre.
Certa, pois a política buscava inclusão produtiva e colaborativa, com forte uso e defesa do software livre.
- C)universalizar a conexão à internet, assegurando que todos os cidadãos possam ter acesso à web.
Errada, porque universalizar internet é visão mais próxima de inclusão digital básica, não da proposta ampliada de cultura digital.
- D)disponibilizar serviços de ponta para consumo, democratizando o acesso aos conteúdos digitais.
Errada, porque a ideia não era só oferecer conteúdos para consumo, mas estimular produção e circulação cultural pelos próprios usuários.
- E)digitalizar os órgãos estatais para otimizar processos e facilitar o acesso dos cidadãos aos serviços públicos.
Errada, porque digitalizar a máquina pública trata de gestão e serviços estatais, não da política cultural de formação colaborativa.
Gabarito: B
A ideia de "cultura digital" usada pelo Ministério da Cultura entre 2003 e 2008 não era só colocar mais gente na internet ou comprar computador para todo mundo. A proposta ia além da simples inclusão digital, porque enxergava a tecnologia como um meio de participação cultural, criação e compartilhamento, e não apenas de consumo. Em vez de formar apenas usuários, buscava formar produtores e colaboradores. Nesse contexto, o software livre foi central. Ele permitia acesso ao código, adaptação, circulação de conhecimento e autonomia dos usuários e coletivos. Isso combinava com a visão de inclusão produtiva e colaborativa: a pessoa não só acessa, mas também cria, modifica e compartilha, o que combina muito com o espírito da política cultural daquele período. Por isso, o gabarito é a letra B. A lógica da política era democratizar a produção cultural no ambiente digital, reduzir dependências tecnológicas e estimular redes colaborativas. Em concursos, quando aparecer esse tema, pense: cultura digital não é só consumir tecnologia, é participar da produção cultural com liberdade e cooperação.