Tanto Marx como Durkheim podem ser considerados “estruturalistas”, uma vez que ambos
- A)sustentam a primazia do econômico sobre o social.
Errada, porque Marx não defende simplesmente a primazia do econômico sobre o social em termos absolutos, e Durkheim nem parte dessa lógica econômica.
- B)defendem a centralidade do indivíduo como ator social.
Errada, pois tanto Marx quanto Durkheim criticam a ideia de que o indivíduo seja o centro explicativo da vida social.
- C)acreditam na formação da sociedade por estruturas materiais produtivas.
Errada, porque essa formulação se aproxima mais de Marx, mas não de Durkheim, que não explica a sociedade por estruturas materiais produtivas.
- D)associam a cultura à projeção ideológica das relações de produção.
Errada, pois isso é uma leitura muito mais ligada a Marx e ainda assim incompleta, não servindo para caracterizar ambos.
- E)afirmam a existência de forças sociais que condicionam o comportamento dos indivíduos.
Certa, porque os dois autores entendem que há forças sociais externas ao indivíduo que moldam e condicionam seu comportamento.
Gabarito: E
Marx e Durkheim são dois clássicos que ajudam a entender a sociedade para além da vontade individual. Em vez de tratar o sujeito como alguém totalmente livre para agir como quiser, ambos mostram que existem forças sociais anteriores e superiores ao indivíduo, que moldam comportamentos, pensamentos e escolhas. É exatamente por isso que eles podem ser chamados de "estruturalistas" em sentido amplo: o foco está nas estruturas sociais, e não no indivíduo isolado. Em Marx, a estrutura decisiva é a econômica: o modo de produção, as relações entre classes e a forma como o trabalho organiza a vida social. Já em Durkheim, o destaque vai para os fatos sociais, que são maneiras de agir, pensar e sentir exteriores ao indivíduo e dotadas de poder de coerção. Ou seja, mesmo com diferenças importantes entre os dois, ambos concordam que a sociedade não é simples soma de vontades individuais. A alternativa E está correta porque resume justamente essa ideia: existem forças sociais que condicionam o comportamento dos indivíduos. Em Marx, isso aparece na determinação social ligada à estrutura econômica; em Durkheim, na coerção exercida pelos fatos sociais. Nos dois casos, o indivíduo não é a origem absoluta da vida social, mas alguém moldado por estruturas que o antecedem. Então, se a banca fala em "estruturalistas", pense logo nessa pista: o centro da análise está nas estruturas sociais e em seus efeitos sobre as pessoas, não na autonomia total do sujeito. É a sociedade puxando as cordas, e o indivíduo dançando dentro do palco.