Uma grande parte da sociologia tem se ocupado da investigação dos modos pelos quais a desigualdade pode ser medida. Alguns tentaram um relato mais científico para medir aspectos de classes sociais, de discriminação racial ou de desigualdades de gênero para revelar sua existência objetiva. Outros têm se ocupado mais da observação e de ouvir as experiências subjetivas. Desigualdades objetivas têm sido medidas por muitos métodos. Para chegar às suas conclusões, os sociólogos passam muito tempo discutindo os modos mais adequados de medir as desigualdades e de fornecer medidas objetivas para sondá-las. São consideradas formas de medir a desigualdade objetiva, EXCETO:
- A)Taxa de migração.
Errada, porque taxa de migração é um indicador demográfico e não mede diretamente desigualdade social objetiva.
- B)Coeficiente de Gini.
Certa, pois o Coeficiente de Gini mede concentração de renda e desigualdade na distribuição dos recursos.
- C)Índice de pobreza humana.
Certa, porque o Índice de Pobreza Humana busca captar privações e vulnerabilidades sociais.
- D)Índice de feminidade da pobreza.
Certa, pois o Índice de Feminilidade da Pobreza relaciona pobreza e desigualdade de gênero.
- E)Índice de Desenvolvimento Humano.
Certa, já que o IDH reúne dimensões como renda, educação e longevidade, servindo para comparar condições de desenvolvimento.
Gabarito: A
A sociologia costuma medir a desigualdade por indicadores que tentam transformar realidades sociais em números comparáveis. A lógica aqui é simples: quanto mais o indicador mostra diferença de renda, acesso, condições de vida e oportunidades, mais ele ajuda a enxergar desigualdades objetivas, e não apenas percepções individuais. Entre esses instrumentos estão o Coeficiente de Gini, o Índice de Pobreza Humana, o Índice de Feminilidade da Pobreza e o Índice de Desenvolvimento Humano, todos ligados à análise de distribuição de recursos, bem-estar e vulnerabilidade social. Eles permitem observar padrões coletivos e comparar grupos, regiões e períodos, algo muito útil para a sociologia e para políticas públicas. Já a taxa de migração não é um indicador de desigualdade social em si. Ela mede o movimento de entrada e saída de população de um lugar para outro. Pode até ajudar a estudar efeitos sociais indiretos, mas não é uma medida objetiva de desigualdade como as demais opções. Por isso, o gabarito é a letra A. A questão explora justamente a diferença entre um indicador demográfico e indicadores sociais de desigualdade. Em provas, a banca gosta de misturar conceitos próximos para ver se você percebe a função exata de cada índice.