A expressão “desigualdade social” descreve uma condição na qual os membros de uma sociedade possuem quantias diferentes de riqueza, prestígio ou poder. A respeito dos estudos sobre desigualdade é correto o que se afirma em, EXCETO:
- A)Podemos afirmar, com base em estudos da história humana, que a igualdade é uma impossibilidade social.
Correta em sentido sociológico amplo, pois a igualdade absoluta entre todos os membros de uma sociedade é praticamente impossível.
- B)A persistência da desigualdade social é um fenômeno local que está ligado à falta de incentivo ao trabalho e investimento em educação.
Errada, porque trata a desigualdade como fenômeno apenas local e reduz sua causa a esforço individual e educação, ignorando suas raízes estruturais.
- C)No combate à desigualdade social, busca-se atingir a “equidade social”, que é o direito que as pessoas têm de acesso aos meios para sua reprodução social.
Correta, pois equidade social significa garantir meios e condições reais para reprodução social e acesso a direitos.
- D)Não é possível uma sociedade composta por membros exatamente iguais; quando utilizamos a expressão sociedade igualitária nos referimos à igualdade de oportunidades.
Correta, já que sociedade igualitária não quer dizer pessoas idênticas, mas sim maior igualdade de oportunidades.
Gabarito: B
Desigualdade social é a distribuição desigual de riqueza, prestígio e poder dentro de uma sociedade. Em Sociologia, isso não é visto como um mero acidente individual, porque costuma estar ligado a estruturas históricas, econômicas e políticas que mantêm diferenças entre grupos ao longo do tempo. Ou seja, não basta olhar só para a vontade pessoal de cada um: o jogo social já começa com cartas diferentes para pessoas diferentes. Quando se fala em combater a desigualdade, a ideia central costuma ser a de equidade social, isto é, garantir condições reais de acesso a direitos e recursos, e não tratar todo mundo como se partisse do mesmo ponto. Isso conversa com a noção de justiça distributiva e com o princípio constitucional da redução das desigualdades sociais e regionais, previsto no art. 3º da Constituição Federal de 1988. A alternativa B está errada porque diz que a persistência da desigualdade é um fenômeno local e causado principalmente por falta de incentivo ao trabalho e à educação. Essa visão é simplista demais e ignora que a desigualdade é estrutural, histórica e social, aparecendo em diferentes países e contextos. Educação importa, claro, mas não resolve sozinha um problema que envolve renda, herança social, mercado de trabalho, discriminação e acesso desigual a oportunidades. As demais alternativas estão em linha com a abordagem sociológica mais comum: não existe igualdade absoluta entre indivíduos, e uma sociedade igualitária geralmente significa igualdade de oportunidades ou maior aproximação entre condições de vida, não pessoas idênticas em tudo.