O conceito de identidade tem sua origem na filosofia. Utiliza-se esse conceito para descrever algo que é diferente dos demais, porém idêntico a si mesmo. Sobre o conceito de identidade, é INCORRETO afirmar que:
- A)A formação da identidade passa por uma gama de sentimentos e decisões puramente racionais na escolha dos investimentos pessoais que o sujeito faz para sua identificação.
Errada, porque a identidade não se forma por decisões puramente racionais, já que envolve emoções, contexto social e processos muitas vezes inconscientes.
- B)A autoidentificação predicativa que efetua uma pessoa é, em certa medida, condição para que essa pessoa possa ser identificada genericamente e numericamente pelas demais.
Certa, pois a autoidentificação ajuda a pessoa a ser reconhecida pelos outros de modo mais amplo e socialmente legível.
- C)A identidade é formada dialeticamente entre indivíduo e sociedade sendo mutável em boa medida inconscientemente, num processo que inclui a identificação própria e a identificação reconhecida por outros.
Certa, porque a identidade é construída na interação entre indivíduo e sociedade, com mudança e reconhecimento mútuo.
- D)A construção de identidades vale-se da matéria-prima fornecida pela história, geografia, biologia, instituições produtivas e reprodutivas, pela memória coletiva e por fantasias pessoais, pelos aparatos de poder e revelações de cunho religioso.
Certa, pois a identidade se alimenta de vários elementos sociais, históricos, biológicos, simbólicos e culturais.
Gabarito: A
Identidade, em Sociologia, não é uma etiqueta pronta nem algo que você escolhe como se estivesse montando um carrinho no mercado. Ela vai sendo construída na relação entre o indivíduo e a sociedade, por meio de processos de identificação, reconhecimento pelos outros, experiências de vida, cultura, memória e instituições. Ou seja, a identidade muda, se ajusta e pode até entrar em conflito com outras identidades ao longo do tempo. Um ponto importante é que essa construção não ocorre só pela razão. Há sentimentos, pertencimentos, valores, expectativas sociais e até aspectos inconscientes influenciando quem a pessoa pensa que é e como os outros a veem. Por isso, falar em identidade é falar também de interação social e de contexto histórico. O gabarito é a alternativa A porque ela exagera ao dizer que a formação da identidade passa por decisões puramente racionais. Isso está errado: a identidade não nasce apenas de escolhas conscientes e lógicas, mas de uma mistura de fatores subjetivos e sociais. Em termos doutrinários, a identidade é entendida como processo relacional e dinâmico, não como soma de decisões friamente calculadas. As demais alternativas seguem essa visão mais adequada: a identidade depende do reconhecimento social, se constrói na relação indivíduo-sociedade e usa elementos concretos e simbólicos da vida social como matéria-prima.