A eletroconvulsoterapia (ECT) e a estimulação magnética transcraniana (EMT) são duas técnicas de neuromodulação utilizadas no tratamento de transtornos psiquiátricos, especialmente a depressão. Assinale a alternativa correta que descreve uma das vantagens da ECT sobre a EMT.
- A)A ECT é geralmente associada a menos efeitos colaterais cognitivos, como perda de memória e confusão, que são mais comuns com a EMT.
Errada, porque a ECT tende a causar mais efeitos cognitivos, como amnésia e confusão, do que a EMT, e não menos.
- B)A ECT necessita de anestesia geral e relaxantes musculares, enquanto a EMT é um procedimento não invasivo que não requer anestesia.
Errada, porque a ECT realmente exige anestesia geral e relaxantes musculares, mas isso descreve um procedimento e não uma vantagem da ECT sobre a EMT.
- C)Quando comparada com a EMT, a ECT tem mais evidências na literatura médica como tratamento eficaz para depressão refratária, catatonia e risco iminente de suicídio.
Certa, porque a ECT tem evidências mais sólidas para depressão refratária, catatonia e situações de risco suicida, especialmente quando se precisa de resposta rápida.
- D)Como a ECT envolve convulsões induzidas, há um maior risco de complicações médicas associadas ao procedimento, como fraturas ou problemas cardiovasculares
Errada, porque fala de maior risco de complicações, o que é uma desvantagem da ECT, não uma vantagem em relação à EMT.
- E)Em comparação com a EMT, o uso de ECT costuma ter menos estigma associado, devido à sua longa história de uso e aos efeitos colaterais menos pronunciados.
Errada, porque a ECT costuma carregar mais estigma, não menos, justamente por sua imagem histórica e associação leiga com "choque".
Gabarito: C
A eletroconvulsoterapia (ECT) e a estimulação magnética transcraniana (EMT) são técnicas de neuromodulação, mas não jogam no mesmo campeonato quando o caso é grave. A ECT é um método mais antigo, feito sob anestesia geral e relaxante muscular, e costuma ser usada em quadros mais intensos ou urgentes, como depressão grave refratária, catatonia e risco iminente de suicídio. Já a EMT é menos invasiva, geralmente ambulatorial, e costuma ser opção em depressão, mas com perfil de resposta mais modesto em situações graves. A alternativa C está correta porque a ECT tem, de forma muito mais robusta, evidências de eficácia para depressão refratária e para quadros em que há necessidade de resposta rápida, como catatonia e risco suicida. Em prova, a banca costuma cobrar exatamente essa ideia: a ECT não é só "mais forte", ela é mais consolidada na literatura para alguns cenários de maior gravidade clínica. Vale lembrar que, apesar de eficaz, a ECT tem desvantagens que a EMT costuma evitar, como maior chance de efeitos cognitivos transitórios, principalmente alteração de memória e confusão pós-procedimento. Por isso, a escolha depende do quadro clínico, da urgência e da tolerabilidade do paciente. Em resumo: quando o caso pede potência e rapidez, a ECT costuma levar vantagem.