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Psiquiatria · VUNESP · 2025

Questão comentada de Psiquiatria

Dentro do contexto jurídico e clínico do indivíduo idoso, quais são as principais funções da psiquiatria forense?

Gabarito: E

A psiquiatria forense é a ponte entre a saúde mental e o Direito. No caso do idoso, ela entra quando o juiz, o Ministério Público, a defesa ou a própria família precisam saber se a pessoa tem condições psíquicas de responder por seus atos, tomar decisões, consentir com tratamentos ou exercer seus direitos civis com autonomia. Ou seja, não é só "tratar", é também avaliar e esclarecer para a Justiça. Na prática, o psiquiatra forense atua como perito ou assistente técnico, fazendo exames e elaborando laudos para responder perguntas jurídicas objetivas. Isso pode envolver imputabilidade penal, capacidade civil, discernimento, necessidade de curatela e até a aptidão para atos da vida civil. No idoso, isso é muito importante porque doenças como demências e delirium podem afetar memória, julgamento e compreensão da realidade. Por isso, o gabarito é a letra E: ela descreve exatamente a função pericial da psiquiatria forense, que é avaliar responsabilidade criminal, competência jurídica e capacidade civil para orientar decisões judiciais. Essa atuação conversa com a ideia de capacidade civil do Código Civil e com a proteção da autonomia prevista no Estatuto da Pessoa Idosa, sempre com foco em preservar direitos quando houver discernimento e intervir apenas quando necessário. As outras alternativas misturam psiquiatria forense com urgência psiquiátrica, consultoria genérica ou tratamento clínico. Em prova, desconfie quando a banca troca "avaliar para a Justiça" por "tratar no hospital" ou "dar apoio psicológico". Psiquiatria forense não é plantão emocional: é perícia com impacto jurídico.

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