Em relação ao transtorno do pânico, assinalar a alternativa CORRETA.
- A)Quando iniciado o tratamento com antidepressivos, deve-se estar atento à dosagem do psicotrópico, já que o transtorno do pânico não costuma responder a doses inicialmente baixas, o que exige a prescrição de dose alta logo que o paciente procura a emergência.
Errada, porque antidepressivos no transtorno do pânico devem ser iniciados em dose baixa e titulados aos poucos, não em dose alta logo na chegada à emergência.
- B)O tratamento com os inibidores da monoamino-oxidase (IMAO) costuma ser a primeira opção.
Errada, porque os IMAO não costumam ser a primeira opção no tratamento do transtorno do pânico.
- C)A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma opção válida, visto que os pacientes com transtorno do pânico tendem a responder melhor à terapia combinada (TCC + antidepressivo) do que a cada uma delas, em monoterapia.
Certa, porque a TCC é uma opção válida e a combinação TCC + antidepressivo pode ser mais ეფექტiva do que cada tratamento isolado.
- D)Idealmente, o tratamento com os inibidores seletivos da receptação de serotonina (ISRS) deve ser utilizado como alternativa para os pacientes que não respondem aos benzodiazepínicos em razão do perfil menos favorável de efeitos adversos.
Errada, porque os ISRS são tratamento de primeira linha em muitos casos, e não uma alternativa reservada apenas para quem falhou com benzodiazepínicos.
Gabarito: C
O transtorno do pânico costuma ser tratado com uma combinação de medidas: psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), e medicamentos, principalmente antidepressivos como os ISRS. A lógica é simples: controlar os ataques, reduzir a ansiedade antecipatória e ajudar o paciente a retomar a rotina sem viver em modo de alerta permanente. Nada de começar “pesado” logo de cara, porque isso pode até piorar a tolerabilidade e a adesão. Na prática, os ISRS e outros antidepressivos são opções muito usadas, mas geralmente devem ser iniciados em dose baixa e aumentados gradualmente, justamente para reduzir efeitos adversos iniciais e a chance de piora transitória da ansiedade. Benzodiazepínicos podem ter papel em situações selecionadas, sobretudo no curto prazo, mas não são solução ideal como tratamento de manutenção. A TCC é uma estratégia muito importante porque trabalha pensamentos catastróficos, medo das sensações corporais e esquivas que mantêm o quadro. Em muitos pacientes, a associação de TCC com antidepressivo traz resposta melhor do que usar apenas uma dessas abordagens isoladamente, o que torna a alternativa C correta. IMAO não são primeira escolha atualmente, e os ISRS não entram como “plano B” por falha de benzodiazepínico. O raciocínio terapêutico moderno é justamente o contrário: prioriza-se antidepressivo, especialmente ISRS, e psicoterapia estruturada, reservando outras classes para situações específicas.