O desenvolvimento de modelos biopsicossociais e tratamentos cognitivo-comportamentais para transtorno de pânico e agorafobia continua avançando. A conceituação do transtorno de pânico como um medo adquirido de algumas sensações corporais relacionadas e da agorafobia como uma resposta comportamental à
- A)disfagia.
Errada: disfagia é dificuldade para engolir e não tem relação com a conceituação de pânico e agorafobia.
- B)afagia.
Errada: afagia é ausência de deglutição, um termo da área clínica geral, sem ligação com o tema da questão.
- C)ataxia.
Errada: ataxia é falta de coordenação motora, que não corresponde ao mecanismo descrito no transtorno de pânico.
- D)previsão de sensações.
Gabarito: D
No transtorno de pânico, a pessoa passa a interpretar sensações corporais comuns como se fossem sinal de perigo real. É como se o corpo tocasse um alarme, e a mente respondesse com pânico de verdade. Esse é o ponto central dos modelos cognitivo-comportamentais: o medo vai sendo aprendido e reforçado pelas próprias crises e pela vigilância constante aos sinais do corpo. Na agorafobia, o problema não é exatamente o lugar em si, mas a expectativa de passar mal em um ambiente de difícil fuga ou sem ajuda. Então, a pessoa evita ônibus, filas, shoppings, pontes e outros cenários porque antecipa que pode ter sintomas de pânico ali. Ou seja, a agorafobia funciona como uma resposta comportamental à previsão de sensações corporais desagradáveis ou assustadoras. Por isso o gabarito é a letra D. A questão está alinhada com essa visão moderna: o transtorno de pânico como medo aprendido de sensações físicas relacionadas, e a agorafobia como comportamento de evitação diante da previsão dessas sensações. Em provas, a banca costuma cobrar exatamente essa lógica da antecipação e da evitação, mais do que definições decoradas soltas.