No Brasil, o tratamento sintomático da doença de Alzheimer se baseia no uso dos inibidores da acetilcolinesterase e em um antagonista do receptor NMDA. Levando em consideração o antagonista do receptor NMDA, a sua melhor indicação é para:
- A)transtorno cognitivo leve;
Errada: transtorno cognitivo leve não é a indicação típica da memantina, que fica reservada para fases mais avançadas da doença.
- B)transtorno cognitivo leve ou doença de Alzheimer leve a grave;
Errada: transtorno cognitivo leve não entra, e Alzheimer leve também não é a melhor faixa de uso do antagonista NMDA.
- C)doença de Alzheimer leve;
Errada: a doença de Alzheimer leve costuma ser tratada prioritariamente com inibidores da acetilcolinesterase, não com memantina.
- D)doença de Alzheimer moderada a grave;
Certa: a memantina, antagonista do receptor NMDA, é mais indicada na doença de Alzheimer moderada a grave.
- E)doença de Alzheimer leve a grave.
Errada: inclui fases leves demais, enquanto a indicação clássica da memantina é para estágios moderados a graves.
Gabarito: D
No tratamento sintomático da doença de Alzheimer, os inibidores da acetilcolinesterase (como donepezila, rivastigmina e galantamina) atuam principalmente nos quadros leves a moderados, tentando melhorar ou estabilizar cognição e funcionalidade por um tempo. Já o antagonista do receptor NMDA, a memantina, entra em cena quando a doença evolui mais, porque ajuda a reduzir a excitotoxicidade glutamatérgica associada ao declínio neurodegenerativo. Na prática de prova, a regra mais cobrada é esta: memantina tem melhor indicação na doença de Alzheimer moderada a grave. Ela pode ser usada isoladamente ou associada aos inibidores da acetilcolinesterase, dependendo da fase clínica e da estratégia terapêutica. Então, se o enunciado pergunta especificamente sobre o antagonista NMDA, pense logo no estágio mais avançado, não no início da doença. A banca costuma misturar isso com transtorno cognitivo leve ou Alzheimer leve, mas esses cenários não são a melhor janela para a memantina. O raciocínio é simples: nas fases iniciais, o ganho esperado é maior com os inibidores colinérgicos; quando a doença progride, a memantina ganha espaço por atuar em outro mecanismo. Por isso, o gabarito D está correto: doença de Alzheimer moderada a grave é a indicação clássica e mais cobrada para o antagonista NMDA no contexto do tratamento sintomático.