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Psiquiatria · FGV · 2025

Questão comentada de Psiquiatria

Em 2024, foi proposto um novo critério diagnóstico para a doença de Alzheimer como uma entidade biológica. Três categorias de biomarcadores foram criadas: core (1 e 2), não específicos envolvidos na patogênese da doença de Alzheimer e biomarcadores de copatologias comuns associadas à doença de Alzheimer. Constituem biomarcadores core relacionados à doença de Alzheimer:

Gabarito: C

Em 2024, a proposta de classificar a doença de Alzheimer como uma entidade biológica reforçou a ideia de que o diagnóstico pode ser apoiado por biomarcadores, em vez de depender apenas do quadro clínico. A lógica é simples: se você consegue medir a biologia da doença, consegue identificar melhor quem realmente tem Alzheimer, mesmo em fases iniciais. Nessa proposta, os biomarcadores centrais, ou core, são os que se relacionam diretamente com a patologia típica do Alzheimer: o acúmulo de beta-amiloide e a alteração da proteína tau, especialmente a tau fosforilada. Eles são os marcadores mais ligados ao processo fisiopatológico principal da doença. Por isso, a alternativa C está correta: a proteinopatia tau fosforilada no líquor ou plasma é um biomarcador core do Alzheimer. Em termos práticos, ela aponta para a degeneração característica da doença, funcionando como peça-chave do diagnóstico biológico. Já os outros marcadores citados são importantes, mas não entram como core. Alguns indicam neurodegeneração geral ou copatologias, como lesão vascular, sinucleinopatias ou outros processos que podem coexistir com Alzheimer, mas não definem a doença por si só.

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