Em 2024, foi proposto um novo critério diagnóstico para a doença de Alzheimer como uma entidade biológica. Três categorias de biomarcadores foram criadas: core (1 e 2), não específicos envolvidos na patogênese da doença de Alzheimer e biomarcadores de copatologias comuns associadas à doença de Alzheimer. Constituem biomarcadores core relacionados à doença de Alzheimer:
- A)neurofilamentos no líquor ou plasma;
Errada: neurofilamentos no líquor ou plasma indicam neurodegeneração, mas são biomarcadores não específicos, não core do Alzheimer.
- B)proteinopatia da alfa-sinucleína liquórica;
Errada: a proteinopatia da alfa-sinucleína é típica de sinucleinopatias, como doença de Parkinson e demência com corpos de Lewy, não sendo biomarcador core do Alzheimer.
- C)proteinopatia tau fosforilada no líquor ou plasma;
Certa: a tau fosforilada no líquor ou plasma é um biomarcador core, pois está diretamente ligada à fisiopatologia típica da doença de Alzheimer.
- D)proteína ácida fibrilar glial (GFAP) no líquor ou plasma;
Errada: GFAP sugere astrogliose e neuroinflamação, funcionando como marcador de lesão/ativação glial, mas não como biomarcador core do Alzheimer.
- E)infarto ou hiperintensidade da substância branca na ressonância de crânio ou tomografia de crânio.
Errada: infarto e hiperintensidade da substância branca apontam para copatologia vascular, associada ao Alzheimer, mas não constituem biomarcadores core.
Gabarito: C
Em 2024, a proposta de classificar a doença de Alzheimer como uma entidade biológica reforçou a ideia de que o diagnóstico pode ser apoiado por biomarcadores, em vez de depender apenas do quadro clínico. A lógica é simples: se você consegue medir a biologia da doença, consegue identificar melhor quem realmente tem Alzheimer, mesmo em fases iniciais. Nessa proposta, os biomarcadores centrais, ou core, são os que se relacionam diretamente com a patologia típica do Alzheimer: o acúmulo de beta-amiloide e a alteração da proteína tau, especialmente a tau fosforilada. Eles são os marcadores mais ligados ao processo fisiopatológico principal da doença. Por isso, a alternativa C está correta: a proteinopatia tau fosforilada no líquor ou plasma é um biomarcador core do Alzheimer. Em termos práticos, ela aponta para a degeneração característica da doença, funcionando como peça-chave do diagnóstico biológico. Já os outros marcadores citados são importantes, mas não entram como core. Alguns indicam neurodegeneração geral ou copatologias, como lesão vascular, sinucleinopatias ou outros processos que podem coexistir com Alzheimer, mas não definem a doença por si só.