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Psiquiatria · FGV · 2025

Questão comentada de Psiquiatria

Paciente masculino de 29 anos encontra-se em acompanhamento com psiquiatra devido a quadro de transtorno depressivo maior. Ao ser prescrita medicação antidepressiva, o paciente solicitou que fosse escolhida uma droga com menor possibilidade de levar a disfunção sexual. A melhor medicação para o caso desse paciente é:

Gabarito: E

Quando o paciente com depressão maior quer evitar disfunção sexual, vale pensar além dos ISRS clássicos, que são campeões de queixa nesse ponto. Fluoxetina, sertralina, paroxetina e escitalopram costumam aumentar a chance de queda de libido, anorgasmia e dificuldade de ereção. Entre elas, a paroxetina costuma ser uma das piores nesse efeito colateral, enquanto os outros ISRS também podem causar o problema com frequência relevante. A vortioxetina é uma escolha muito boa nesse cenário porque tem perfil mais favorável quanto à função sexual. Ela atua como moduladora e estimuladora serotoninérgica, mas com menor impacto sobre os efeitos sexuais em comparação com os ISRS tradicionais. Em prova, a ideia central é simples: se o enunciado destaca "menor possibilidade de disfunção sexual", pense na droga com esse perfil mais poupador. Na prática clínica, isso faz diferença porque a disfunção sexual é uma das principais causas de abandono do antidepressivo. O paciente pode até melhorar do humor, mas se a vida sexual desanda, a adesão vai embora rapidinho. Então a banca quer que você reconheça esse efeito adverso como uma pista de escolha terapêutica. Resumo de prova: entre os antidepressivos listados, os ISRS tendem a piorar a função sexual; a vortioxetina costuma ser preferida quando o objetivo é reduzir esse risco. Não é uma regra absoluta de "zero disfunção", mas é a melhor opção entre as alternativas dadas.

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