No início típico de um caso de transtorno de pânico, os indivíduos estão envolvidos em algum aspecto comum da vida, quando subitamente seu coração dispara e eles têm a impressão de que não conseguem respirar. Segue-se a isso a sensação de tontura e desmaio, bem como a de que estão prestes a morrer. Os pacientes de transtorno de pânico são em geral adultos jovens, mais provavelmente na terceira década, embora o início possa ocorrer até a sexta década. HALES, R. E.; YUDOFSKY, S. C.; GABBARD, G. O. Tratado de psiquiatria clínica. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2012. P. 532. A farmacoterapia de primeira linha para o tratamento contínuo do Transtorno de Pânico é
- A)clonazepam.
Clonazepam pode aliviar crises e ser usado por curto prazo, mas não é primeira linha para tratamento contínuo por risco de dependência e tolerância.
- B)escitalopram.
Escitalopram é um ISRS e faz parte das opções de primeira linha para manutenção do transtorno de pânico.
- C)imipramina.
Imipramina é eficaz, porém é um tricíclico mais antigo e menos bem tolerado, ficando atrás dos ISRS como escolha inicial.
- D)olanzapina.
Olanzapina não é tratamento padrão para transtorno do pânico e não tem papel de primeira linha nesse quadro.
- E)buspirona.
Buspirona não é medicamento de escolha para transtorno de pânico; ela é mais associada ao transtorno de ansiedade generalizada.
Gabarito: B
No transtorno de pânico, a farmacoterapia de primeira linha para tratamento contínuo costuma ser um antidepressivo, especialmente os ISRS. A ideia é controlar a base do quadro ao longo do tempo, reduzindo a frequência e a intensidade das crises, e não apenas “apagar o incêndio” da crise aguda. Entre os ISRS, o escitalopram é uma escolha clássica e bem aceita na prática clínica. Os benzodiazepínicos, como clonazepam, podem até ajudar no começo por sua ação rápida, mas não são a melhor opção para manutenção prolongada por risco de sedação, tolerância, dependência e dificuldade de retirada. Já a imipramina, um tricíclico, funciona e foi muito usada no passado, mas ficou atrás dos ISRS por perfil de efeitos adversos menos favorável. Buspirona não é tratamento de primeira linha para transtorno do pânico, sendo mais lembrada em transtorno de ansiedade generalizada. Olanzapina também não é opção de rotina para pânico. Então, quando a banca pergunta tratamento contínuo de primeira linha, pense em antidepressivo, especialmente ISRS, e o escitalopram entra redondo nessa lógica.