Recentemente a tomografia por emissão de pósitrons (PET) com 18F-Florbetabeno foi introduzida como biomarcador de um subtipo de transtorno neurocognitivo maior. Acerca desse exame, é correto afirmar que o PET 18F-Florbetabeno:
- A)pode detectar a presença de placas amiloides no cérebro, que são um marcador característico da doença de Alzheimer;
Certa, porque o PET com 18F-Florbetabeno detecta depósito de beta-amiloide, marcador característico da doença de Alzheimer.
- B)é incapaz de identificar placas amiloides no cérebro, sendo útil para anomalias estruturais na demência por corpos de Lewy;
Errada, porque o exame identifica placas amiloides e não é voltado para anomalias estruturais na demência por corpos de Lewy.
- C)detecta placas amiloides no cérebro, podendo ser indicado como auxiliar no diagnóstico da doença de Parkinson;
Errada, porque o alvo do exame é amiloide em contexto de Alzheimer, e não o diagnóstico auxiliar da doença de Parkinson.
- D)é incapaz de identificar placas amiloides no cérebro, sendo utilizado para diferenciar quadros orgânicos de não orgânicos de transtorno neurocognitivo maior;
Errada, porque ele não é incapaz de identificar placas amiloides e tampouco serve para diferenciar quadros orgânicos de não orgânicos de maneira geral.
- E)é utilizado para monitorar a progressão da demência da hidrocefalia de pressão normal.
Errada, porque o exame não é usado para monitorar progressão da demência na hidrocefalia de pressão normal.
Gabarito: A
O PET com 18F-Florbetabeno é um exame de imagem molecular usado para detectar depósito de beta-amiloide no cérebro. Em linguagem de prova: ele não serve para "ver a demência" de forma genérica, mas para identificar um dos marcadores biológicos mais ligados à doença de Alzheimer. É como olhar uma pista específica da doença, e não o quadro inteiro com uma única foto. Na doença de Alzheimer, a presença de placas amiloides é um achado característico e o PET com florbetabeno ajuda justamente a evidenciar esse acúmulo. Por isso, o exame pode ser útil como biomarcador complementar quando há dúvida diagnóstica, especialmente em quadros neurocognitivos maiores em que se quer reforçar a suspeita de Alzheimer. A banca gosta de confundir isso com outras demências e com alterações estruturais. Mas placas amiloides são associadas ao Alzheimer, não à demência por corpos de Lewy, nem à doença de Parkinson como indicação principal do exame. Também não é um exame para diferenciar "orgânico" de "não orgânico" de forma ampla, nem para acompanhar hidrocefalia de pressão normal. Então o gabarito A está correto porque o 18F-Florbetabeno detecta placas amiloides no cérebro, um marcador característico da doença de Alzheimer. Em outras palavras: se aparece amiloide, o exame está cumprindo exatamente o papel que ele foi desenhado para cumprir.