Conforme Sérgio D. Seibel (2010), recaída é o resultado mais comum do tratamento para a dependência do álcool. A forma mais efetiva de prevenção de recaída no uso de álcool é
- A)uso de topiramato, como monoterapia.
Errada, porque topiramato pode ser útil em alguns pacientes, mas não é a forma mais efetiva e universal de prevenção de recaída como monoterapia.
- B)monoterapia com naltrexona.
Errada, porque a naltrexona pode ajudar na redução do craving e do consumo, mas não substitui o suporte psicossocial e não é a melhor resposta geral da questão.
- C)uso de benzodiazepínicos. (D) articipação em programas co
Errada, porque benzodiazepínicos são usados principalmente na síndrome de abstinência alcoólica aguda, não na prevenção de recaídas.
- D)articipação em programas com apoio psicossocial.
Certa, porque programas com apoio psicossocial são a medida mais efetiva para prevenir recaídas no álcool, ao trabalhar adesão, gatilhos e suporte contínuo.
- E)internação, mesmo que involuntária, com o objetivo de monitorar o paciente a fim de prevenir recaídas.
Errada, porque internação pode ser necessária em situações específicas, mas não é estratégia padrão de prevenção de recaída e muito menos a mais efetiva.
Gabarito: D
Na dependência do álcool, recaída é comum e faz parte do curso clínico de muitos pacientes, então a prevenção não depende de uma única “pílula mágica”. O cuidado mais efetivo costuma ser combinado: acompanhamento contínuo, psicoterapia, suporte familiar e participação em grupos ou programas de apoio psicossocial. É justamente aí que o gabarito se encaixa. Programas com apoio psicossocial ajudam o paciente a reconhecer gatilhos, lidar com fissura, reorganizar rotina e manter adesão ao tratamento. Em outras palavras, eles não tratam só o álcool, mas a vida que gira em torno dele. Já medicamentos como naltrexona e topiramato podem ser usados em alguns casos para reduzir craving e consumo, mas não são, isoladamente, a estratégia mais efetiva universal de prevenção de recaída. Benzodiazepínicos têm papel na abstinência aguda, não na manutenção da sobriedade. E internação não é método de prevenção de recaída por si só. Por isso, a alternativa correta é a participação em programas com apoio psicossocial. Essa é a abordagem mais consistente com a prática clínica e com a literatura em dependência química: tratamento de manutenção, vínculo terapêutico e suporte contínuo costumam ganhar de qualquer medida isolada.