O reconhecimento do transtorno de personalidade anancástica está descrito como alteração psiquiátrica. Esse transtorno é caracterizado por:
- A)purgação e cautela excessiva;
Errada, porque purgação e cautela excessiva não definem transtorno de personalidade anancástica; purgação lembra outros transtornos, como os alimentares.
- B)déficit de memória e de funções executivas;
Errada, porque déficit de memória e de funções executivas sugere alteração cognitiva ou neurológica, não um transtorno de personalidade.
- C)megalomania e perfeccionismo;
Errada, porque megalomania e perfeccionismo apontam mais para grandiosidade, não para o padrão rígido e controlador típico do transtorno.
- D)rigidez e perfeccionismo;
Certa, porque o transtorno é caracterizado por rigidez, perfeccionismo, preocupação com ordem e necessidade de controle.
- E)exigência de admiração excessiva e megalomania.
Errada, porque exigência de admiração excessiva e megalomania são traços compatíveis com personalidade narcisista, não anancástica.
Gabarito: D
O transtorno de personalidade anancástica, também chamado de transtorno de personalidade obsessivo-compulsiva, é marcado por um jeito de ser muito rígido, controlador, perfeccionista e excessivamente preocupado com ordem, regras e detalhes. A pessoa costuma ter dificuldade para relaxar, delegar tarefas e aceitar que nem tudo sai como planejado, porque quer manter tudo sob controle. Na prática, isso aparece como uma busca quase teimosa por correção e precisão. Não é uma alteração de memória, nem um quadro de megalomania, nem uma necessidade de ser admirado. O foco aqui é o padrão de personalidade: perfeccionismo que atrapalha a flexibilidade e a espontaneidade. Por isso, o gabarito é a alternativa D, porque "rigidez e perfeccionismo" resumem bem o núcleo do transtorno. É a cara do sujeito que quer que o mundo siga o manual dele, e sofre quando a realidade resolve improvisar. Em psiquiatria, a descrição é doutrinária, baseada nos critérios diagnósticos dos manuais como o DSM e a CID, que apontam traços persistentes de preocupação com ordem, controle e perfeccionismo. Então, aqui, a palavra-chave é personalidade rígida, não déficit cognitivo nem traços de grandiosidade.