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Psiquiatria · FGV · 2025

Questão comentada de Psiquiatria

Ângela, uma mulher de 45 anos, foi diagnosticada com transtorno de compulsão alimentar periódica e realizou uma cirurgia bariátrica para controlar seu peso. Após a cirurgia, Ângela perdeu muito peso, mas ficou com excesso de pele, o que afetou sua saúde física e emocional. Ela entrou na justiça solicitando o direito à cirurgia reparadora. Considerando o CID-11 e o impacto do excesso de pele na saúde de Ângela, a alternativa que melhor descreve a situação é a seguinte:

Gabarito: E

No caso da cirurgia bariátrica, a perda de peso pode deixar um excesso de pele importante, e isso não é só uma questão estética. Quando esse remanescente causa desconforto, assaduras, dificuldade de higiene, infecções de repetição, limitação funcional e sofrimento psíquico, a cirurgia reparadora pode ser indicada como parte do cuidado integral ao paciente. Pelo raciocínio clínico e pelo CID-11, o impacto do excesso de pele na saúde física e mental deve ser valorizado. O ponto central é que a avaliação não se limita ao fato de a bariátrica ter sido bem-sucedida no emagrecimento. Se há prejuízo orgânico e emocional relevante, a reparação pode ser necessária para restaurar funcionalidade e qualidade de vida. Na prática forense e na jurisprudência brasileira, a cirurgia reparadora após grande perda ponderal costuma ser reconhecida quando há indicação médica e repercussão funcional ou psicológica, não apenas por vaidade. Em outras palavras: o corpo emagreceu, mas o problema não terminou na porta do centro cirúrgico. Por isso, a alternativa correta é a que aponta o direito de Ângela à cirurgia reparadora diante do desconforto, do risco de infecções, do impacto na vida diária e do possível agravamento do estado emocional, inclusive com maior risco de transtornos depressivos.

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