O principal efeito colateral da eletroconvulsoterapia é
- A)amnésia.
Correta: a amnésia, sobretudo anterógrada e às vezes retrógrada, é o efeito adverso mais clássico da ECT.
- B)crise convulsiva.
Errada: a crise convulsiva é o objetivo terapêutico do procedimento, não um efeito colateral.
- C)edema cerebral.
Errada: edema cerebral não é o principal efeito colateral esperado da ECT em provas e nem é a complicação típica cobrada.
- D)rabdomiólise.
Errada: rabdomiólise não é o efeito colateral principal da ECT; o mais lembrado é a alteração de memória.
- E)insônia.
Errada: insônia não é o efeito adverso característico da eletroconvulsoterapia.
Gabarito: A
A eletroconvulsoterapia (ECT) é um tratamento eficaz para alguns quadros psiquiátricos graves, especialmente depressão resistente, catatonia e alguns casos de mania. Apesar da fama de assustadora, quando bem indicada e realizada com anestesia e monitorização, ela é um procedimento seguro e controlado. O efeito colateral mais conhecido da ECT é a alteração da memória, principalmente amnésia anterógrada e, em alguns casos, amnésia retrógrada. Isso acontece porque a descarga elétrica provoca uma crise convulsiva terapêutica e pode gerar impacto transitório sobre a consolidação e evocação das lembranças. Em geral, esse efeito é temporário, embora alguns pacientes relatem lacunas de memória mais persistentes para eventos próximos ao tratamento. É importante não confundir o efeito terapêutico com os efeitos adversos. A crise convulsiva é justamente o mecanismo de ação do procedimento, não um efeito colateral. Já edema cerebral, rabdomiólise e insônia não são os principais eventos esperados da ECT em provas de Psiquiatria. Por isso, o gabarito é a letra A. Em linguagem de prova: se a questão perguntar o principal efeito colateral da eletroconvulsoterapia, pense primeiro em amnésia. É a resposta clássica e mais cobrada pelas bancas.