Carolina, 25 anos, é trazida por sua mãe a consulta psiquiátrica. Refere que a paciente busca constantemente atenção e sente-se incomodada quando não recebe a atenção que acredita merecer. Diz também que ela é facilmente influenciada por opiniões e comportamentos de conhecidos, mudando suas atitudes de acordo com o grupo em que está inserida. Ao realizar a consulta, o psiquiatra observa Carolina vestida com roupas chamativas e provocativas, com um discurso teatral e superficial que oscila rapidamente. Diante desse quadro clínico, o diagnóstico mais provável é transtorno
- A)bipolar do humor;
Errada: transtorno bipolar exige episódios de mania ou hipomania, o que não aparece aqui.
- B)de personalidade borderline;
Errada: borderline costuma envolver instabilidade afetiva, impulsividade e medo de abandono, e isso não é o foco principal do caso.
- C)de personalidade histriônica;
Certa: o quadro traz necessidade de atenção, teatralidade, sedução, superficialidade e sugestibilidade, típicos do transtorno de personalidade histriônica.
- D)de personalidade narcisista;
Errada: o narcisista tem grandiosidade e necessidade de admiração, mais do que comportamento teatral e busca de atenção.
- E)do déficit de atenção e hiperatividade.
Errada: TDAH causa desatenção, impulsividade e hiperatividade, não estilo interpessoal sedutor, dramático e dependente de atenção.
Gabarito: C
O quadro descreve um transtorno de personalidade do grupo B, marcado por emotividade excessiva, teatralidade e necessidade de ser o centro das atenções. Na prática, a pessoa quer aprovação o tempo todo, se sente mal quando não é notada e costuma chamar atenção com comportamento sedutor, roupas chamativas e discurso dramático. Parece uma cena contínua, como se a vida fosse um palco e a plateia precisasse aplaudir sem parar. No transtorno de personalidade histriônica, a apresentação costuma ser superficial e muito influenciável: a pessoa muda opiniões e atitudes conforme o ambiente e o grupo em que está. Também é comum uma expressão emocional rápida e pouco profunda, com fala impressionista, exagerada e teatral. É exatamente isso que aparece no enunciado: busca de atenção, sedução, influência fácil e comportamento chamativo. Já o diagnóstico não aponta para transtorno bipolar, porque não há episódios de mania ou hipomania com alteração nítida do humor, energia e sono. Também não é borderline, pois o foco ali seria instabilidade importante nas relações, impulsividade e medo intenso de abandono, muitas vezes com autoagressão. Narcisismo exigiria grandiosidade, senso de superioridade e necessidade de admiração, e não apenas teatralidade e busca de atenção. Em provas, vale lembrar o macete clássico: histriônico = dramático, sedutor, impressionista, busca de atenção e sugestibilidade. É um perfil bem cobrado em psiquiatria de concurso, especialmente quando a banca mistura traços de personalidade com transtornos do humor para ver se você cai no teatro do enunciado.