Das drogas a seguir, a mais indicada para tratamento de dor crônica é
- A)sertralina.
Errada: a sertralina é um ISRS e não é a opção mais indicada para dor crônica.
- B)tramadol.
Errada: o tramadol é analgésico, mas não é a melhor resposta quando a questão cobra a droga psicofarmacológica mais indicada para dor crônica.
- C)duloxetina.
Certa: a duloxetina é um IRSN com indicação útil e bem cobrada para dor crônica, sobretudo com componente neuropático.
- D)valproato de sódio.
Errada: o valproato de sódio não é tratamento de escolha para dor crônica, sendo mais usado em epilepsia e transtorno bipolar.
- E)topiramato.
Errada: o topiramato é mais lembrado em epilepsia e profilaxia de enxaqueca, não como fármaco indicado de rotina para dor crônica.
Gabarito: C
Na dor crônica, especialmente quando há componente neuropático ou síndrome dolorosa persistente, a ideia é escolher drogas que atuem também na modulação central da dor, e não só como analgésicos clássicos. É aí que a duloxetina ganha destaque: ela é um IRSN, aumenta serotonina e noradrenalina e reforça as vias descendentes inibitórias da dor. Na prática, isso ajuda em quadros como dor neuropática, fibromialgia e dor musculoesquelética crônica. A sertralina, apesar de ser um antidepressivo útil em vários cenários, não é a queridinha da dor crônica. O tramadol pode até aliviar dor, mas é analgésico opioide atípico, não a escolha psicofarmacológica mais indicada quando a banca fala em tratamento de dor crônica. Já valproato e topiramato aparecem muito mais em epilepsia, estabilização do humor e profilaxia de enxaqueca do que como tratamento padrão de dor crônica. Então o gabarito é a duloxetina porque ela tem indicação consolidada para dor crônica com componente neuropático e outras síndromes dolorosas persistentes. Em provas, a lógica é: antidepressivo certo, mecanismo certo, dor certa. A banca gosta disso porque parece detalhe, mas é o detalhe que derruba muita gente.