Entre os transtornos abaixo, assinale aquele para o qual a psicoterapia se mostra como o tratamento de escolha devido à baixa eficácia da farmacoterapia.
- A)Transtorno Obsessivo Compulsivo.
Errada, porque no transtorno obsessivo compulsivo a farmacoterapia, especialmente com ISRS, tem papel importante e a psicoterapia não é exclusiva.
- B)Transtorno Fóbico Social.
Errada, porque no transtorno fóbico social tanto psicoterapia quanto medicação podem ser úteis, e os remédios não têm baixa eficácia de forma geral.
- C)Transtorno Ciclotímico.
Errada, porque o transtorno ciclotímico pode exigir abordagem farmacológica com estabilizadores de humor, não sendo caso típico de psicoterapia isolada.
- D)Transtorno Depressivo Maior.
Errada, porque o transtorno depressivo maior costuma responder bem a antidepressivos, além de psicoterapia como tratamento complementar.
- E)Transtorno Borderline de Personalidade.
Certa, porque no transtorno borderline de personalidade a psicoterapia é o tratamento principal, já que a farmacoterapia tem eficácia limitada para o quadro nuclear.
Gabarito: E
A ideia central aqui é simples: nem todo transtorno psiquiátrico responde bem a remédio, e alguns melhoram muito mais com psicoterapia. Em prova, a banca costuma cobrar justamente essa diferença entre o que é mais medicamentoso e o que depende mais de trabalho psicoterápico. O segredo é lembrar: quando o núcleo do problema envolve padrão de relacionamento, impulsividade e instabilidade afetiva, a terapia costuma ser a estrela do tratamento. No transtorno borderline de personalidade, a farmacoterapia pode até ajudar em sintomas-alvo, como ansiedade, insônia ou irritabilidade, mas não trata o problema central. Por isso, os fármacos têm eficácia limitada e não são o tratamento de escolha. O que costuma ser indicado como base é a psicoterapia, especialmente abordagens estruturadas como a terapia comportamental dialética, além de manejo consistente e vínculo terapêutico firme. É justamente por isso que o gabarito é a alternativa E. O borderline é um transtorno de personalidade, e esses quadros, em geral, não têm boa resposta global a medicamentos. A medicação entra como coadjuvante, enquanto a psicoterapia trabalha os padrões persistentes de pensamento, emoção e comportamento. Já os demais transtornos da lista, embora também possam se beneficiar de psicoterapia, costumam ter papel importante de farmacoterapia. Em provas da FGV, vale guardar essa lógica prática: obsessivo-compulsivo, fobia social e depressão maior têm tratamento medicamentoso relevante; ciclotimia também pode demandar estabilização farmacológica. O ponto fora da curva aqui é o transtorno de personalidade borderline.