Para realizarmos o diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade na Infância, conforme do DSM-5-TR, é condição indispensável
- A)apresentar sintomas de hiperatividade antes dos 12 anos de idade.
Errada, porque o DSM-5-TR exige início dos sintomas antes dos 12 anos, mas não apenas hiperatividade, e isso não é a condição indispensável cobrada na questão.
- B)evidenciar disfuncionalidade em pelo menos dois ambientes da vida da criança.
Certa, pois o diagnóstico exige sintomas e prejuízo em pelo menos dois ambientes, como casa e escola, mostrando que a dificuldade é pervasiva.
- C)escore positivo na escala SNAP IV.
Errada, porque a SNAP-IV pode auxiliar na avaliação, mas não é critério obrigatório para diagnosticar TDAH.
- D)prejuízo do controle inibitório pelo córtex orbitofrontal.
Errada, porque prejuízo de controle inibitório é hipótese neuropsicológica, não requisito diagnóstico formal do DSM-5-TR.
- E)disfunção da via dopaminérgica mesocortical.
Errada, porque a disfunção dopaminérgica é explicação fisiopatológica possível, mas não condição indispensável para o diagnóstico.
Gabarito: B
No DSM-5-TR, o diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) não nasce de um único teste, nem de uma escala milagrosa. Ele é clínico: depende da história, da observação dos sintomas e do impacto funcional na vida da criança. Um ponto indispensável é que os sintomas causem prejuízo em mais de um contexto. Em outras palavras, não basta a queixa aparecer só na escola ou só em casa. O manual exige evidência de sintomas em 2 ou mais ambientes, justamente para mostrar que não se trata de uma dificuldade isolada ou situacional. Outro detalhe importante: os sintomas precisam estar presentes antes dos 12 anos, mas isso vale para sintomas de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade. Portanto, a banca costuma trocar a ordem dos fatores para ver se você cai na armadilha. Aqui, o foco é a condição de disseminação do prejuízo em vários ambientes, que é parte do critério diagnóstico. Escalas como SNAP-IV podem ajudar na triagem e no acompanhamento, mas não fecham diagnóstico sozinhas. Já mecanismos como córtex orbitofrontal ou via dopaminérgica podem ser estudados na fisiopatologia, mas não são exigência do DSM-5-TR para o diagnóstico. Por isso, o gabarito é a letra B.