Um psiquiatra faz uma hipótese diagnóstica de transtorno mental secundário a um quadro de epilepsia de início focal sem alterações motoras. Nesse caso, você indicaria, para realizar o diagnóstico, o seguinte exame funcional de grande valor preditivo positivo:
- A)eletroencefalograma.
Correta, porque o eletroencefalograma é o exame funcional mais útil para evidenciar descargas epileptiformes em suspeita de epilepsia focal com manifestações psíquicas.
- B)eletroneuromiografia.
Errada, pois a eletroneuromiografia avalia nervos periféricos, músculos e junção neuromuscular, não sendo exame para diagnosticar epilepsia.
- C)potencial evocado somatossensitivo.
Errada, porque o potencial evocado somatossensitivo avalia vias sensoriais, não servindo como exame principal para epilepsia focal sem alterações motoras.
- D)angiorressonância.
Errada, já que a angiorressonância estuda vasos sanguíneos e não é o exame funcional indicado para confirmar essa hipótese.
- E)tomografia Computadorizada de Encéfalo.
Errada, porque a tomografia de encéfalo é exame estrutural, útil em algumas causas de crises, mas não é o exame funcional de maior valor preditivo positivo aqui.
Gabarito: A
Quando a suspeita é de transtorno mental secundário a epilepsia de início focal sem alterações motoras, o raciocínio clínico precisa “pescar” uma atividade epileptiforme que nem sempre aparece no exame neurológico comum. Nessas situações, o exame funcional com maior valor preditivo positivo para apoiar o diagnóstico é o eletroencefalograma, porque ele pode registrar descargas elétricas anormais compatíveis com foco epiléptico. A ideia aqui é simples: epilepsia focal sem fenômenos motores pode se manifestar com sintomas psíquicos, alterações comportamentais, sensoriais ou do pensamento, e isso pode confundir bastante com quadros psiquiátricos primários. O EEG ajuda justamente a mostrar que existe uma base neurológica por trás da apresentação clínica. As outras alternativas até podem entrar em investigação neurológica em outros contextos, mas não têm esse papel central na suspeita de epilepsia focal com expressão psiquiátrica. Em prova, pense assim: quando o enunciado fala em epilepsia e exame funcional com grande valor preditivo, o cérebro já está pedindo EEG quase de braços abertos. Não há um fundamento legal relevante aqui, porque o tema é de diagnóstico clínico. O ponto doutrinário clássico é que o diagnóstico das epilepsias é clínico, apoiado por exames complementares, e o EEG é o principal exame funcional para demonstrar atividade epileptiforme.