Sobre a Síndrome Serotoninérgica, efeito adverso cujo risco de ocorrência aumenta com em combinação de mais de uma medicação serotoninérgica, assinale a afirmativa correta.
- A)Na síndrome serotoninérgica moderada, além das medidas de suporte clínico (controle pressórico e da hipertermia, e correção de distúrbios hidroeletrolícito) à ciproeptadina, um agonista 5HT2, pode ser utilizada.
Errada, porque a ciproeptadina não é agonista 5HT2, mas sim antagonista 5HT2.
- B)Na síndrome serotoninérgica moderada, além das medidas de suporte clínico (controle pressórico e da hipertermia, e correção de distúrbios hidroeletrolícito) à ciproeptadina, um agonista parcial 5HT2, pode ser utilizada.
Errada, porque a ciproeptadina não é agonista parcial 5HT2, e sim antagonista serotoninérgico.
- C)Na síndrome serotoninérgica moderada, além das medidas de suporte clínico (controle pressórico e da hipertermia, e correção de distúrbios hidroeletrolícito) à ciproeptadina, um agente betabloqueador, pode ser utilizada.
Errada, porque betabloqueador não trata a fisiopatologia da síndrome serotoninérgica e a ciproeptadina foi conceituada de forma incorreta.
- D)Na síndrome serotoninérgica grave, além das medidas de suporte clínico (controle pressórico e da hipertermia, e correção de distúrbios hidroeletrolícito) à ciproeptadina um agonista parcial 5HT2 pode ser utilizada em casos refratários.
Errada, porque a ciproeptadina não é agonista parcial 5HT2; além disso, em casos graves o foco é suporte intensivo e bloqueio serotoninérgico.
- E)Na síndrome serotoninérgica grave, além das medidas de suporte clínico (controle pressórico e da hipertermia, e correção de distúrbios hidroeletrolícito) à ciproeptadina, um antagonista 5HT2, pode ser utilizada em casos refratários.
Certa, porque a ciproeptadina é um antagonista 5HT2 e pode ser usada como adjuvante em casos graves e refratários.
Gabarito: E
A síndrome serotoninérgica aparece quando há excesso de atividade serotoninérgica, geralmente por combinação de medicamentos que aumentam serotonina, como ISRS, IMAO, tricíclicos, tramadol, linezolida e outros. O quadro clássico mistura alteração do estado mental, hiperatividade autonômica e sinais neuromusculares, como hiperreflexia, clônus e tremor. A gravidade vai de leve a grave, e a primeira medida é sempre suspender os agentes envolvidos e fazer suporte clínico: hidratação, controle da temperatura, controle da pressão e correção de distúrbios metabólicos. A ciproeptadina entra como tratamento adjuvante porque ela bloqueia receptores serotoninérgicos, especialmente 5HT2. Ela não é agonista, nem agonista parcial: ela é antagonista. Por isso, quando a questão fala em usar ciproeptadina, o raciocínio certo é lembrar do bloqueio serotoninérgico, não de estimulação do receptor. Nos casos graves, além do suporte intensivo, benzodiazepínicos e sedação podem ser necessários; se houver refratariedade, a ciproeptadina pode ser usada como antídoto funcional, por via enteral. O ponto central da FGV aqui é perceber que a medicação associada à melhora da síndrome é um antagonista 5HT2, e não um agonista ou bloqueador beta. Assim, a alternativa E está correta porque descreve adequadamente a ciproeptadina como antagonista 5HT2 em casos graves e refratários. As demais erram ao trocar a classe farmacológica ou ao sugerir tratamentos sem papel específico na síndrome serotoninérgica.