Um tique é um movimento motor ou vocalização repentino, rápido, recorrente e não ritmado. Em relação aos Transtornos de Tique, a enunciação de palavras socialmente inaceitáveis, incluindo obscenidades ou calúnias étnicas, raciais ou religiosas refere-se à
- A)coprolalia.
Correta, porque coprolalia é a emissão de palavras obscenas ou socialmente inaceitáveis, típica dos transtornos de tique.
- B)ecopraxia.
Errada, porque ecopraxia é a imitação de movimentos ou gestos de outra pessoa.
- C)ecolalia.
Errada, porque ecolalia é a repetição de palavras ou frases ouvidas de outra pessoa.
- D)palilalia.
Errada, porque palilalia é a repetição da própria palavra, sílaba ou frase.
- E)copropraxia.
Errada, porque copropraxia é a realização de gestos obscenos, e não a emissão de palavras.
Gabarito: A
Nos transtornos de tique, a pessoa apresenta movimentos ou vocalizações súbitos, rápidos, recorrentes e sem ritmo. Eles podem ser motores ou vocais, e às vezes aparecem em combinações bem “teatrais” para quem observa de fora, mas para o paciente são involuntários e difíceis de conter por muito tempo. O quadro clássico inclui tiques simples e complexos, além da possibilidade de síndromes como a de Tourette. A questão pede o nome dado à emissão de palavras socialmente inaceitáveis, como obscenidades ou calúnias étnicas, raciais ou religiosas. Esse fenômeno recebe o nome de coprolalia. É um termo muito cobrado em prova porque parece “mais um tique vocal qualquer”, mas é bem específico: envolve conteúdo verbal obsceno ou socialmente inadequado. Vale lembrar a diferença entre os termos parecidos. Ecolalia é repetir palavras ou frases de outra pessoa; ecopraxia é imitar movimentos de outra pessoa; palilalia é repetir a própria palavra ou frase; copropraxia é fazer gestos obscenos ou socialmente inaceitáveis. Então, quando a banca fala em palavras ofensivas, a associação correta é com coprolalia. Doutrinariamente, esse é um conceito clássico da semiologia psiquiátrica e dos transtornos de tique descritos no DSM-5-TR. Não há fundamento legal específico aqui, porque o tema é clínico e classificatório. O ponto de prova é reconhecer que o conteúdo verbal ofensivo define coprolalia, e não qualquer vocalização repetitiva.