O tratamento farmacológico do Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) engloba o uso de psicoestimulantes como o metilfenidato e a lisdexanfetamina. O início da terapia farmacológica para o TDAH é indicado quando
- A)os sintomas do TDAH acarretam comprometimento social, profissional ou escolar.
Certa: o início da farmacoterapia é indicado quando há prejuízo funcional relevante, como impacto social, escolar ou profissional.
- B)não há presença de comorbidades psiquiátricas.
Errada: a presença de comorbidades psiquiátricas nao impede o tratamento e, em muitos casos, até reforça a necessidade de uma avaliação terapêutica mais cuidadosa.
- C)os sintomas de inquietude se mostram mais significativos que os sintomas de desatenção.
Errada: nao é a predominância da inquietude que define a indicação de tratar; o critério principal é o comprometimento funcional.
- D)os sintomas de desatenção se mostram mais significativos que os sintomas de hiperatividade.
Errada: a maior predominância de desatenção em relação à hiperatividade nao é um critério isolado para iniciar medicação.
- E)a idade do paciente for acima dos 10 anos de idade.
Errada: nao existe corte etário acima de 10 anos para começar o tratamento farmacológico do TDAH.
Gabarito: A
No TDAH, a medicação nao é iniciada simplesmente porque o diagnóstico foi feito no papel. O ponto central é a repercussão prática: os sintomas precisam causar prejuízo real na vida da pessoa, seja na escola, no trabalho ou nas relações sociais. É isso que faz o tratamento sair do campo da observação e entrar no campo da intervenção. Em outras palavras, sintoma sem sofrimento funcional importante nao costuma justificar começar psicoestimulante logo de cara. Os psicoestimulantes, como metilfenidato e lisdexanfetamina, sao opções muito usadas e eficazes, mas a decisão terapêutica deve considerar intensidade dos sintomas, idade, impacto funcional e presença de comorbidades. A simples predominância de desatenção ou hiperatividade nao define sozinha a necessidade de medicação. Também nao existe a regra de que só se trata acima de certa idade, nem de que a ausência de comorbidades seja obrigatória para iniciar o remédio. Por isso o gabarito é a letra A: quando os sintomas do TDAH acarretam comprometimento social, profissional ou escolar. Esse é o critério clínico mais importante para indicar tratamento farmacológico, alinhado ao raciocínio de diretrizes psiquiátricas e manuais diagnósticos como o DSM-5-TR, que enfatizam prejuízo funcional associado aos sintomas. Em prova, pense assim: TDAH nao é tratado só pela lista de sintomas, mas pelo estrago que eles causam no dia a dia. Se atrapalha a vida de verdade, a chance de indicar medicação sobe bastante.