A interação esperada quando um diurético tiazídico é prescrito a um paciente que toma medicação psiquiátrica, levando a intercorrências clinicamente significativas, é o(a):
- A)diminuição do nível de clozapina;
Errada: tiazidas não costumam diminuir o nível de clozapina de forma característica; essa associação não é a interação clássica cobrada.
- B)diminuição do nível de ácido valproico;
Errada: não há interação típica entre tiazídicos e ácido valproico levando a diminuição relevante do nível sérico.
- C)aumento do nível de clozapina;
Errada: aumento de clozapina não é o efeito esperado com diurético tiazídico; a interação clássica aqui é com lítio.
- D)aumento do nível de lítio;
Certa: tiazídicos reduzem a depuração renal do lítio e podem elevar seu nível sérico, aumentando o risco de toxicidade.
- E)diminuição do nível de fluoxetina, via citocromo P450.
Errada: fluoxetina não tem sua redução de nível por tiazídico via CYP450 como interação clássica; a prova quer a interação renal do lítio.
Gabarito: D
Diuréticos tiazídicos e lítio formam uma dupla clássica de prova e de vida real: não é uma combinação para encarar sem atenção. As tiazidas aumentam a reabsorção proximal de sódio e, junto com isso, o rim acaba reabsorvendo mais lítio. Resultado prático: o nível sérico de lítio sobe e o risco de toxicidade aumenta. Em psiquiatria, isso importa muito porque o lítio tem faixa terapêutica estreita, então pequenas mudanças podem virar tremor, náusea, ataxia e até confusão. O ponto central é simples: tiazida + lítio = maior risco de intoxicação por lítio. É por isso que o gabarito é a letra D. Em prova, a banca gosta de explorar interações farmacocinéticas com impacto clínico direto, especialmente aquelas que mexem com excreção renal.