Em relação ao TDAH, é correto afirmar que:
- A)a maioria dos pacientes apresenta comprometimento na escola, mas não em outras áreas da sua vida;
Errada, porque o TDAH costuma comprometer várias áreas da vida, e não apenas o desempenho escolar.
- B)os sintomas precisam estar presentes antes dos 12 anos de idade para que seja feito o diagnóstico de TDAH;
Certa, porque o diagnóstico exige que os sintomas estejam presentes antes dos 12 anos de idade, conforme os critérios atuais.
- C)cerca de 10% dos pacientes com TDAH na infância continuam apresentando os sintomas na idade adulta;
Errada, porque a persistência dos sintomas na vida adulta é bem mais frequente do que 10%.
- D)crianças com TDAH são impulsivas mas não são irritadiças, o que facilita o diagnóstico diferencial com depressão;
Errada, porque crianças com TDAH também podem ser irritadiças, o que atrapalha e não facilita o diagnóstico diferencial com depressão.
- E)o tratamento farmacológico não é considerado a primeira escolha para o tratamento do TDAH.
Errada, porque o tratamento farmacológico é, em geral, uma das primeiras escolhas no TDAH, junto com intervenções psicossociais.
Gabarito: B
O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que costuma aparecer cedo e acompanha a pessoa em mais de um contexto da vida, como casa, escola, trabalho e relações sociais. Por isso, não é correto pensar nele como um problema restrito à sala de aula ou apenas à infância. Os sintomas centrais são desatenção, hiperatividade e impulsividade, com impacto funcional real, embora a apresentação mude com a idade: em adultos, a hiperatividade pode ficar mais “interna”, como inquietação e dificuldade de organização. O ponto-chave da questão está no critério etário: para o diagnóstico de TDAH, os sintomas precisam estar presentes antes dos 12 anos de idade. Esse é o marco adotado nos manuais diagnósticos atuais, como o DSM-5, e costuma ser muito cobrado em prova. A lógica é simples: se os sintomas começam depois, o examinador deve pensar em outras hipóteses antes de carimbar TDAH. Outra pegadinha comum é imaginar que a maioria “desaparece” na vida adulta. Na verdade, muitos pacientes continuam com sintomas ou com prejuízos residuais ao longo da vida, embora a intensidade possa diminuir. Ou seja, o TDAH não é um visitante rápido que vai embora sem avisar. Assim, a alternativa correta é a B, porque traz exatamente o critério temporal exigido para o diagnóstico. As demais erram por restringir demais o impacto do transtorno, subestimar sua persistência ou confundir a prioridade do tratamento.