A prevalência da esquizofrenia ao longo da vida é de:
- A)10%;
Errada, porque 10% é muito acima da prevalência esperada para esquizofrenia.
- B)5%;
Errada, porque 5% também superestima bastante a frequência do transtorno.
- C)1%;
Certa, porque a prevalência ao longo da vida da esquizofrenia é classicamente em torno de 1%.
- D)0,5%;
Errada, porque 0,5% fica abaixo do valor mais cobrado em prova para a prevalência ao longo da vida.
- E)0,1%.
Errada, porque 0,1% é baixo demais e não corresponde à estimativa clássica do transtorno.
Gabarito: C
A esquizofrenia é um transtorno psicótico crônico que costuma chamar atenção por seus sintomas de delírios, alucinações, pensamento desorganizado e prejuízo funcional. Quando a questão fala em prevalência ao longo da vida, ela está perguntando quantas pessoas, em algum momento da vida, já tiveram o transtorno, e não quantas estão com ele agora. Essa é uma pegadinha clássica de epidemiologia em Psiquiatria. O valor cobrado nas provas, de forma bem consolidada, é em torno de 1% da população ao longo da vida. Em outras palavras, não é algo raro a ponto de ficar em décimos de porcento, nem tão comum quanto um transtorno de alta prevalência. A banca costuma gostar desse número porque ele é o “clássico de manual”, especialmente em classificações e textos-base de Psiquiatria. Por isso, o gabarito C está correto: 1% é a estimativa tradicional de prevalência ao longo da vida da esquizofrenia. Em muitos livros e aulas, você também pode ver a ideia de prevalência em torno de 0,5% a 1%, mas em prova objetiva o número mais cobrado é 1%. Resumo de prova: se aparecer esquizofrenia + prevalência ao longo da vida, pense em 1%. Se a banca trouxer número muito alto, desconfie imediatamente.