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Psiquiatria · FGV · 2023

Questão comentada de Psiquiatria

Um critério obrigatório para o diagnóstico da demência frontotemporal é:

Gabarito: B

A demência frontotemporal é um grupo de síndromes em que o problema principal aparece, cedo, no comportamento e nas funções executivas. Em vez de começar pela memória, como muita gente imagina quando ouve “demência”, ela costuma bater primeiro no controle de impulsos, na organização do pensamento e na mudança de personalidade. Isso é o ponto-chave que a banca gosta de cobrar. Na prática, o paciente pode ficar mais desinibido, apático, perseverante, perder crítica social e ter dificuldade para planejar, julgar e adaptar o comportamento. Por isso, um critério obrigatório é o declínio da função executiva e do controle comportamental. É a cara da doença: o cérebro até fala, mas a “chefia” do comportamento começa a falhar. A memória episódica pode até ser afetada depois, mas não é o marcador inicial obrigatório. O mesmo vale para apraxia, agnosia visuoespacial e sintomas motores: eles apontam mais para outros quadros, como doença de Alzheimer ou parkinsonismos, e não definem a demência frontotemporal. Em resumo, se a questão falar em alteração comportamental precoce, desinibição e prejuízo executivo, acenda a luz verde para frontotemporal. O gabarito B está correto porque traduz exatamente esse núcleo sindrômico. A classificação diagnóstica moderna, como os critérios de Rascovsky e colaboradores para variante comportamental, enfatiza justamente a alteração progressiva de comportamento e cognição executiva como eixo central do diagnóstico.

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