As opções a seguir apresentam fatores que se mostram aumentados na Doença de Alzheimer, à exceção de um. Assinale-o.
- A)Captação de F18 florbetapir no córtex cerebral.
Correta como achado associado, pois o F18 florbetapir se liga a depósitos de beta-amiloide no córtex cerebral.
- B)Proteína TAU fosforilada no líquor.
Correta, porque a proteína tau fosforilada no líquor costuma estar aumentada na Doença de Alzheimer.
- C)Proteína TAU no líquor.
Correta, já que a tau total no líquor também tende a se elevar como sinal de lesão neuronal.
- D)Tamanho dos ventrículos.
Correta, pois o aumento do tamanho dos ventrículos reflete atrofia cerebral associada à doença.
- E)Proteína precursora amiloide (APP).
Errada, porque a APP não é o marcador clássico aumentado; o problema principal é o seu processamento anormal com formação de beta-amiloide.
Gabarito: E
Na Doença de Alzheimer, os exames de líquor e de imagem podem mostrar alterações bem típicas, principalmente relacionadas ao acúmulo de beta-amiloide e à lesao neuronal. Em geral, há aumento de tau total e de tau fosforilada no líquor, e também pode haver maior captação de traçadores amiloides no córtex cerebral, como o F18 florbetapir, refletindo depósito de amiloide. Outro achado frequente é a dilatação dos ventrículos, que aparece como sinal indireto de atrofia cerebral. Ou seja: o cérebro vai perdendo volume e os espaços ventriculares parecem maiores. Não tem mistério, é a neurodegeneração deixando sua assinatura na imagem. A pegadinha da questão está na proteína precursora amiloide (APP). O problema no Alzheimer não é, em regra, um aumento simples dessa proteína, mas sim o seu processamento anormal, com geração de peptídeos beta-amiloide e formação de placas. Por isso, APP não entra como marcador aumentado clássico da doença. Em resumo: os marcadores ligados a tau, amiloide e atrofia tendem a aumentar, enquanto a APP, por si só, não é o achado esperado. É exatamente por isso que a alternativa E é a exceção.