Estudos com gêmeos indicam que a taxa de concordância para diagnóstico de esquizofrenia em gêmeos monozigóticos é de
- A)10%.
Errada, porque 10% é baixo demais para monozigoticos e se aproxima de estimativas menores, como em parentes de menor grau ou gêmeos dizigoticos.
- B)15%.
Errada, porque 15% ainda subestima bastante a forte influência genetica observada em gêmeos monozigoticos.
- C)30%.
Errada, porque 30% fica abaixo da taxa classica cobrada em provas para gêmeos monozigoticos com esquizofrenia.
- D)50%.
Certa, porque a concordancia em gêmeos monozigoticos para esquizofrenia é classicamente em torno de 50%.
- E)75%.
Errada, porque 75% sugeriria uma determinacao genetica muito maior do que a observada na pratica.
Gabarito: D
A esquizofrenia tem forte componente genético, mas nao segue um padrao de heranca simples, como se existisse um unico gene mandando no quadro. Por isso, os estudos com gêmeos ajudam a mostrar risco aumentado, e nao determinismo: mesmo entre monozigoticos, a concordancia nao chega a 100%, porque ambiente, desenvolvimento e outros fatores biologicos tambem contam. Nos estudos classicos, a taxa de concordancia para diagnostico de esquizofrenia em gêmeos monozigoticos gira em torno de 50%. Isso significa que, se um gêmeo tem esquizofrenia, o outro tem risco bem alto de tambem apresentar o transtorno, mas ainda ha uma boa chance de nao apresentar. Ou seja, a genetica pesa bastante, mas nao fecha a conta sozinha. Esse numero cai bastante em gêmeos dizigoticos, o que reforca a participacao genetica. A leitura de prova aqui e simples: quanto maior a semelhanca genetica, maior a concordancia, mas na esquizofrenia a concordancia fica bem abaixo de 100%, o que combina com um modelo multifatorial. Em outras palavras: a heranca empurra, o ambiente tambem opina. Por isso, o gabarito D esta correto: 50% e o valor classico cobrado para a concordancia em gêmeos monozigoticos com esquizofrenia.