A razão da prevalência do transtorno de pânico, assim como do transtorno de ansiedade generalizada, do sexo feminino em relação ao sexo masculino, está em torno de
- A)1/1.
Errada, porque 1/1 indica prevalência igual entre mulheres e homens, o que não corresponde a esses transtornos.
- B)1/2.
Errada, porque 1/2 sugeriria maior prevalência no sexo masculino, invertendo o padrão descrito.
- C)2/1.
Certa, porque a prevalência no sexo feminino é aproximadamente o dobro da masculina, em torno de 2/1.
- D)3/2.
Errada, porque 3/2 indica aumento menor que o esperado, abaixo da razão clássica cobrada em prova.
- E)4/3.
Errada, porque 4/3 também representa uma diferença menor do que a relação epidemiológica usual entre os sexos.
Gabarito: C
Nos transtornos de ansiedade, especialmente no transtorno de pânico e no transtorno de ansiedade generalizada, é comum a prevalência ser maior no sexo feminino. Em prova, o número que costuma aparecer é cerca de 2 mulheres para cada 1 homem, ou seja, uma razão em torno de 2/1. Isso significa que, em média, a ocorrência nesses quadros é aproximadamente duas vezes mais frequente entre mulheres do que entre homens. Esse tipo de dado é clássico em Psiquiatria e cai bastante em questões de epidemiologia. A banca gosta de trocar a noção de "mais frequente" por uma razão numérica, então vale guardar a proporção como um marcador simples: feminino acima do masculino, aproximadamente dobrando a ocorrência. Por isso, o gabarito C está correto. Ele traduz exatamente essa relação epidemiológica esperada para transtorno de pânico e também para transtorno de ansiedade generalizada, que apresentam predomínio feminino em torno de 2:1. Na prática de prova, se você lembrar que a FGV gosta de cobrar prevalências e razões entre sexos, você já sai na frente. Aqui não tem truque clínico: é memória epidemiológica mesmo, daquelas que economizam pontos.