O valproato de sódio deve ser usado com cautela, ou mesmo evitado, especialmente na seguinte situação:
- A)em associação com a lamotrigina, pelo risco de reações dermatológicas graves
Correta: o valproato aumenta os níveis de lamotrigina e, com isso, eleva o risco de rash grave e síndrome de Stevens-Johnson.
- B)em caso de insuficiência renal, uma vez que ele é pouco metabolizado pelo fígado.
Errada: o valproato é principalmente metabolizado no fígado, então insuficiência renal não é a principal situação de cautela dessa droga.
- C)no tratamento de crianças, devido à redução da absorção de vitamina D.
Errada: em crianças, o grande alerta do valproato não é redução de vitamina D, e sim outros riscos, como hepatotoxicidade e efeitos metabólicos.
- D)nas epilepsias focais, pois ele tem indicação para crises tonicoclônicas generalizadas.
Errada: o valproato pode ser usado em várias epilepsias, inclusive generalizadas; a afirmação simplifica e não descreve uma cautela específica.
- E)Em associação com o acetaminofeno (paracetamol) devido ao risco de hepatotoxicidade.
Errada: há preocupação hepática com valproato em alguns contextos, mas a associação com paracetamol não é a advertência clássica cobrada nessa questão.
Gabarito: A
O valproato de sódio é um estabilizador do humor e anticonvulsivante muito usado, mas ele exige atenção porque pode interagir com outros fármacos. Na prática, um dos pontos mais importantes é a associação com a lamotrigina, que aumenta o risco de reações cutâneas graves, como síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica. Por isso, essa combinação pede cautela, dose mais lenta e vigilância clínica. O motivo é farmacocinético: o valproato reduz o metabolismo da lamotrigina, elevando seus níveis no sangue. Resultado: a chance de rash importante sobe, e a história deixa de ser “só uma alergiazinha de pele”. Em prova, quando aparecer valproato + lamotrigina, pense logo em ajuste de dose e risco dermatológico. As demais alternativas tentam confundir com efeitos que não são o principal problema do valproato. Ele é amplamente metabolizado no fígado, então insuficiência renal não é a grande limitação clássica. Também não há relação típica com redução de vitamina D em crianças, e o uso em epilepsias focais não é uma contraindicação específica. A associação com paracetamol pode preocupar em hepatotoxicidade em contextos específicos, mas não é a advertência mais característica cobrada aqui. Em resumo: a banca quer que você reconheça a interação valproato-lamotrigina como a combinação que aumenta o risco de reações dermatológicas graves. Esse é o ponto de ouro da questão.