No Transtorno do Espectro Autista (TEA), os especificadores de gravidade podem ser usados para descrever, de maneira sucinta, a sintomatologia atual, com o reconhecimento de que a gravidade pode variar de acordo com o contexto ou oscilar com o tempo. Sobre os especificadores de gravidade no TEA, assinale a afirmativa correta:
- A)Existem 4 níveis de gravidade.
Errada, porque o DSM-5 traz 3 níveis de gravidade, e não 4.
- B)As categorias descritivas de gravidade devem ser usadas para determinar a escolha e a provisão de serviços.
Errada, porque os níveis de gravidade descrevem o funcionamento atual, mas não devem ser usados isoladamente para definir a oferta de serviços.
- C)O nível 3 é o de menor gravidade e está classificado como “exigindo apoio”.
Errada, porque o nível 3 é o mais grave, correspondendo a necessidade de apoio muito substancial, e não ao menor grau.
- D)Outras condições do neurodesenvolvimento, mentais ou comportamentais também devem ser observadas.
Certa, porque no TEA devem ser registradas também outras condições do neurodesenvolvimento, mentais ou comportamentais associadas.
- E)A gravidade de dificuldades de comunicação social e de comportamentos restritos e repetitivos deve ser classificada em conjunto.
Errada, porque a gravidade das dificuldades de comunicação social e dos comportamentos restritos e repetitivos é avaliada separadamente, e não em conjunto.
Gabarito: D
No TEA, os especificadores de gravidade ajudam a descrever como o quadro aparece naquele momento, lembrando que isso pode mudar conforme o ambiente, a idade e o apoio disponível. No DSM-5, a gravidade é descrita em dois domínios principais: dificuldades de comunicação social e comportamentos restritos e repetitivos, com níveis que vão de 1 a 3, e não como uma nota fixa e eterna do paciente. O ponto mais importante da questão é que o diagnóstico de TEA não deve ficar “sozinho no balcão”. O manual orienta que outras condições associadas sejam registradas, como alterações do neurodesenvolvimento, transtornos mentais ou comportamentais, além de condições médicas relevantes. Isso ajuda a entender melhor o funcionamento global da criança e a planejar o cuidado. Por isso, a alternativa D está correta: ao fazer a caracterização do TEA, você deve observar e descrever essas condições associadas. Já as categorias de gravidade não servem para decidir tratamento sozinhas, e a avaliação dos dois domínios do TEA não é feita como se fosse uma única régua simples. Em prova, pense assim: o rótulo diagnostica, mas o contexto manda no cuidado.