Sobre o Transtorno Específico da Aprendizagem, assinale a afirmativa correta.
- A)É um transtorno do neurodesenvolvimento com uma origem biológica que é a base das anormalidades no nível cognitivo, as quais são associadas com as manifestações comportamentais.
Certa: descreve o transtorno como do neurodesenvolvimento, com base biológica e impacto cognitivo e comportamental, conforme o DSM-5-TR.
- B)Pode ser adquirido ao longo do desenvolvimento acadêmico do indivíduo.
Errada: o transtorno não é adquirido ao longo da vida escolar; ele já decorre de um quadro do neurodesenvolvimento.
- C)É reflexo da falta de oportunidade de aprendizagem e educação escolar inadequada.
Errada: dificuldade escolar por falta de oportunidade ou ensino inadequado pode existir, mas isso não define transtorno específico da aprendizagem.
- D)A dificuldade de aprender a correlacionar letras a sons do próprio idioma é rara nesse transtorno.
Errada: a dificuldade de correlacionar letras e sons é justamente uma manifestação comum, especialmente na dislexia.
- E)As dificuldades de aprendizagem são transitórias.
Errada: as dificuldades são persistentes, não transitórias, e tendem a exigir intervenção e acompanhamento.
Gabarito: A
O Transtorno Específico da Aprendizagem é um transtorno do neurodesenvolvimento, isto é, não aparece como “preguiça”, falta de esforço ou simples atraso escolar. Ele envolve dificuldades persistentes em habilidades acadêmicas bem definidas, como leitura, escrita e matemática, e essas dificuldades costumam ter base biológica e cognitiva. Em outras palavras, existe um problema de funcionamento do cérebro que acaba se traduzindo em desempenho escolar abaixo do esperado. A ideia central, muito cobrada em prova, é que o transtorno não é explicado apenas por ensino ruim, pouca oportunidade ou ambiente desfavorável. Esses fatores podem atrapalhar o rendimento, mas não definem o quadro. O diagnóstico exige que a dificuldade seja persistente, significativa e incompatível com o que se esperaria para a idade, mesmo com escolarização adequada e intervenções apropriadas. Por isso, a alternativa A está correta: ela descreve justamente a lógica do DSM-5-TR, que classifica o transtorno específico da aprendizagem entre os transtornos do neurodesenvolvimento e destaca a origem biológica associada a alterações cognitivas e comportamentais. É o tipo de definição que a banca adora: parece técnica, mas no fundo está dizendo que a criança não “não quer aprender”, ela aprende de outro jeito e com grande sofrimento. Na prática, esse transtorno pode se manifestar como dificuldade para ler com fluência, soletrar, escrever textos ou dominar o raciocínio matemático. O ponto de prova é lembrar que não se trata de algo transitório nem de mera falta de estímulo, mas de um padrão persistente que merece avaliação e suporte adequados.