O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) baseia-se em déficits persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A gravidade do transtorno baseia-se em prejuízos nessas duas áreas. Sobre os especificadores de gravidade do TEA, analise os itens a seguir. I. A gravidade pode variar de acordo com o contexto ou oscilar com o tempo. II. As categorias descritivas de gravidade devem ser usadas para determinar a escolha e a provisão de serviços. III. Exemplos das descrições específicas de “comprometimento da linguagem concomitante” podem incluir fala telegráfica. IV. O especificador “associado a alguma condição médica ou genética conhecida ou a fator ambiental” deve ser usado quando a pessoa tem alguma doença genética conhecida. V. Não há necessidade de observar outras condições do neuro desenvolvimento, mentais ou comportamentais. Está correto o que se afirma em
- A)I, II e V, apenas.
Errada, porque o item V está incorreto e derruba essa combinação.
- B)II, III e IV, apenas.
Errada, porque o item II está incorreto e o item V também está incorreto.
- C)I, IV e V, apenas.
Errada, porque o item III é verdadeiro e o item V é falso.
- D)I, III e IV, apenas.
Certa, porque os itens I, III e IV estão corretos e os itens II e V estão errados.
- E)II e V, apenas.
Errada, porque o item II não está correto e o item V também está errado.
Gabarito: D
No TEA, a gravidade não é uma etiqueta fixa colada na pessoa para sempre. Pelo DSM-5, ela pode variar conforme o contexto e também mudar ao longo do tempo, porque o ambiente, as demandas sociais e o suporte disponível influenciam muito o funcionamento. Por isso, o item I está certo. Outro ponto importante: as categorias descritivas de gravidade servem para orientar a necessidade de apoio e a organização dos serviços. Ou seja, não são só “rótulos bonitos”; elas ajudam a decidir o quanto de ajuda a pessoa precisa no dia a dia. Então o item II está errado, porque a formulação da questão troca a ideia de orientar apoio por “determinar” a escolha e a provisão de serviços de forma rígida, o que não é a lógica do DSM. O item III está correto. Quando o DSM-5 fala em “comprometimento da linguagem concomitante”, ele pode trazer exemplos como fala telegráfica, uso reduzido de linguagem e dificuldade para manter uma conversa funcional. Já o item IV também está correto, porque o especificador “associado a alguma condição médica ou genética conhecida ou a fator ambiental” é usado exatamente quando existe uma condição identificável, como uma síndrome genética já reconhecida. O item V está errado porque, no TEA, você deve sim observar outras condições do neurodesenvolvimento, mentais ou comportamentais. O diagnóstico e os especificadores precisam considerar comorbidades, como TDAH, deficiência intelectual, ansiedade e outros quadros que frequentemente coexistem. Assim, a sequência correta é I, III e IV, justificando o gabarito D.