Uma morbidade mental apresenta as seguintes características essenciais conforme a CID-11: • história de pelo menos um episódio hipomaníaco e pelo menos um episódio depressivo; • o curso típico do transtorno é caracterizado por episódios depressivos e hipomaníacos recorrentes; • não há histórico de episódios maníacos ou mistos. A entidade nosológica em questão é o Transtorno
- A)bipolar tipo I.
Errada, porque o transtorno bipolar tipo I exige pelo menos um episódio maníaco, o que foi expressamente excluído no enunciado.
- B)bipolar tipo II.
Certa, porque há pelo menos um episódio hipomaníaco e um depressivo, com ausência de mania ou episódio misto, exatamente como define o bipolar tipo II na CID-11.
- C)ciclotímico.
Errada, porque ciclotimia envolve flutuações crônicas de sintomas, mas sem episódios completos de hipomania e depressão maior.
- D)bipolar tipo III.
Errada, porque bipolar tipo III não é a classificação cobrada como entidade diagnóstica formal na CID-11 e costuma aparecer em discussões não padronizadas.
- E)distímico.
Errada, porque distimia/transtorno depressivo persistente é um quadro depressivo crônico, sem episódios hipomaníacos.
Gabarito: B
A chave aqui é reconhecer o quadro de bipolaridade com episódios de humor “para cima” e “para baixo”, mas sem chegar à mania. Na CID-11, o Transtorno Bipolar tipo II exige exatamente isso: pelo menos um episódio hipomaníaco e pelo menos um episódio depressivo, com recorrência desses polos ao longo do curso, e ausência de episódio maníaco ou misto. Pense assim: na bipolaridade tipo I, a estrela do show é a mania. Na tipo II, a mania não entra em cena, mas a hipomania sim, junto com depressões importantes. A hipomania é uma elevação do humor e da energia, porém mais branda do que a mania, sem o grau de prejuízo grave que define o episódio maníaco. A descrição do enunciado bate ponto a ponto com o tipo II: há história de hipomania, depressão e nenhum episódio maníaco ou misto. Por isso, o gabarito é a letra B. Já a ciclotimia é outra história: ela envolve oscilações crônicas de sintomas hipomaníacos e depressivos, mas sem preencher critérios completos de episódios hipomaníacos ou depressivos maiores. Em prova, isso costuma cair como uma armadilha clássica para confundir recorrência de sintomas com a presença de episódios formais.