Os medicamentos antipsicóticos são comprovadamente eficazes para o tratamento de manutenção da Esquizofrenia e estão associados a menor risco de recaídas e hospitalização. Entretanto, esses medicamentos não são isentos de efeitos colaterais importantes, que devem ser ponderados frente às necessidades e comorbidades de cada paciente. Acerca dos antipsicóticos e seus principais efeitos colaterais, assinale a opção que apresenta a correta associação entre o medicamento antipsicótico e seu efeito colateral mais relevante.
- A)Haloperidol e pancitopenia.
Errada: o haloperidol se associa mais a sintomas extrapiramidais, como distonia, acatisia e parkinsonismo, e não a pancitopenia.
- B)Olanzapina e acatisia.
Errada: a olanzapina é mais lembrada por ganho de peso, sedação e síndrome metabólica do que por acatisia.
- C)Aripiprazol e ganho de peso.
Errada: o aripiprazol costuma ter menor risco de ganho de peso e hiperprolactinemia, sendo mais comum pensar em acatisia como efeito adverso relevante.
- D)Risperidona e hiperprolactinemia.
Certa: a risperidona é clássica por causar hiperprolactinemia devido ao bloqueio dopaminérgico D2.
- E)Quetiapina e síndrome parkinsoniana.
Errada: a quetiapina geralmente tem baixo risco de síndrome parkinsoniana, sendo mais associada a sedação e efeitos metabólicos.
Gabarito: D
Antipsicóticos são muito usados na esquizofrenia, tanto para controlar sintomas agudos quanto para manter a estabilidade e reduzir recaídas. O problema é que cada droga traz um “pacote” de efeitos adversos bem característico, e isso costuma ser cobrado em prova com foco nos efeitos mais lembrados de cada uma. Na prática, você precisa associar o remédio ao efeito que mais chama atenção. Alguns dão mais efeitos extrapiramidais, outros elevam prolactina, outros dão sedação ou ganho de peso. A banca adora inverter esses perfis para ver se você conhece o perfil clássico de cada fármaco, não só a classe em geral. A alternativa correta é a letra D, porque a risperidona é um antipsicótico associado de forma bem típica à hiperprolactinemia. Isso acontece porque ela bloqueia fortemente receptores dopaminérgicos D2, especialmente na via tuberoinfundibular, e a dopamina normalmente inibe a secreção de prolactina. Resultado: pode haver galactorreia, amenorreia, disfunção sexual e outros sinais de prolactina alta. As demais estão erradas porque misturam perfis clássicos: haloperidol lembra mais sintomas extrapiramidais, olanzapina lembra ganho de peso e síndrome metabólica, aripiprazol tende a ter menor risco de ganho de peso e prolactina, e quetiapina costuma causar menos sintomas extrapiramidais, sendo mais conhecida por sedação e efeito metabólico do que por parkinsonismo.