Acerca do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), assinale a afirmativa correta.
- A)As características comportamentais do TEA tornam-se evidentes na primeira infância, com alguns casos apresentando falta de interesse em interações sociais no primeiro ano de vida.
Correta, porque o TEA costuma se manifestar precocemente e pode haver, já no primeiro ano, pouca iniciativa de interação social.
- B)A perda de habilidades, além da comunicação social, é comum e não necessita de investigação médica ampla.
Errada, porque perda de habilidades exige investigação ampla e não é algo para ser simplesmente desconsiderado no TEA.
- C)A avaliação para TEA raramente considera um diagnóstico de surdez.
Errada, porque a surdez é um diagnóstico diferencial que deve ser lembrado na avaliação de alterações de comunicação.
- D)Os padrões restritos e repetitivos de comportamento são fáceis de serem avaliados em pré-escolares.
Errada, porque os comportamentos restritos e repetitivos podem ser difíceis de observar em pré-escolares e nem sempre aparecem de forma clara.
- E)O TEA é um transtorno degenerativo, dessa forma, a aprendizagem e a compensação estão comprometidas ao longo da vida.
Errada, porque o TEA não é transtorno degenerativo; com desenvolvimento e intervenção, a pessoa pode aprender e se adaptar ao longo da vida.
Gabarito: A
O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento que aparece cedo, geralmente na primeira infância. O ponto-chave é que os sinais podem ser percebidos muito cedo, e em alguns casos já no primeiro ano de vida há pouca busca por contato social, menor reciprocidade, pouco interesse por pessoas e respostas sociais atípicas. Nem sempre o quadro é "escancarado" logo de cara, mas o início precoce é uma marca importante. Além das dificuldades na comunicação social, o TEA envolve padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Isso pode incluir rotina rígida, movimentos repetitivos, interesse muito intenso por temas específicos e alterações sensoriais. O diagnóstico é clínico e deve ser cuidadoso, com avaliação do desenvolvimento global e do contexto da criança. Por isso, a alternativa A está correta: ela descreve justamente a manifestação precoce dos sinais do TEA, inclusive a possibilidade de falta de interesse em interações sociais já no primeiro ano de vida. Já as outras opções trazem ideias que contrariam a prática clínica, como ignorar regressão de habilidades, esquecer diagnósticos diferenciais e tratar o TEA como doença degenerativa, o que não é verdade. Em termos doutrinários e nos manuais diagnósticos atuais, o TEA não é degenerativo; trata-se de um transtorno do neurodesenvolvimento, com curso variável e possibilidade de aprendizado, adaptação e ganho funcional ao longo da vida, especialmente quando há intervenção precoce.