Um agonista parcial do receptor de dopamina D2 é o(a):
- A)clozapina;
Clozapina é um antipsicótico atípico com perfil multirreceptorial, não sendo agonista parcial de D2.
- B)lurasidona;
Lurasidona é um antipsicótico atípico com antagonismo dopaminérgico e serotoninérgico, e não agonismo parcial de D2.
- C)amissulprida;
Amissulprida é predominantemente antagonista dopaminérgico D2/D3, não um agonista parcial.
- D)quetiapina;
Quetiapina é um antipsicótico atípico com ação principalmente antagonista em receptores dopaminérgicos e serotoninérgicos, sem perfil de agonista parcial D2.
- E)aripiprazol.
Aripiprazol é o agonista parcial clássico do receptor D2, além de atuar em receptores serotoninérgicos.
Gabarito: E
A questão cobra um conceito clássico de farmacologia em psiquiatria: agonista parcial do receptor D2. Pense assim: ele não é um “ligadão” completo do receptor, mas também não fica parado. Ele estimula o D2 de forma moderada, o que ajuda a reduzir sintomas psicóticos com menos risco de efeitos adversos dopaminérgicos em comparação com agonistas plenos ou bloqueadores puros em alguns contextos. O grande nome dessa classe é o aripiprazol. Além de agir como agonista parcial em D2, ele também tem ação em receptores serotoninérgicos, o que contribui para seu perfil clínico. Por isso, ele aparece com frequência em questões que misturam mecanismo de ação e classificação dos antipsicóticos. As outras alternativas são antipsicóticos, mas com perfis diferentes: algumas são mais associadas a bloqueio dopaminérgico e serotoninérgico, outras têm ação multirreceptorial. Em prova, a banca gosta de trocar “agonista parcial” por “antagonista” para ver se você cai na casca de banana. Aqui, não cai: o fármaco que encaixa no enunciado é o aripiprazol. Em resumo: se o enunciado pedir agonista parcial de D2, sua memória deve acender a luz do aripiprazol. É a resposta clássica e a justificativa farmacológica correta.