Sobre as Fobias Específicas, analise as afirmativas a seguir: I. Uma característica essencial desses transtornos é que o medo ou ansiedade está circunscrito à presença de uma situação ou objeto particular, que pode ser denominado estímulo fóbico. II. O grau do medo experimentado não sofre variação de acordo com a proximidade do objeto ou situação temida, mas pode ocorrer com a antecipação da presença ou na presença real do objeto ou situação. III. O indivíduo evita ativamente a situação, ou, se não consegue ou decide não evitá-la, a situação ou objeto evoca temor ou ansiedade intensos. Está correto o que se afirma em
- A)I, II e III.
Esta alternativa reúne as três afirmativas, ou seja, afirma que a fobia específica se caracteriza por medo circunscrito ao estímulo fóbico, por evitação ou temor intenso diante da exposição e por uma suposta ausência de variação do medo conforme a proximidade do objeto. As afirmativas I e III descrevem adequadamente critérios clássicos do DSM-5 para fobia específica. O problema está na II, porque o medo costuma ser disparado pela antecipação ou pela presença do estímulo e pode se intensificar quando a situação se aproxima, em vez de permanecer invariável.
- B)I e II, apenas.
Aqui se sustenta que apenas as afirmativas I e II estariam corretas, isto é, que o medo fica restrito ao estímulo fóbico e que sua intensidade não varia com a proximidade do objeto temido. A I está de acordo com a definição de fobia específica, mas a II erra ao transformar a proximidade em algo irrelevante para a intensidade do medo, quando na prática a antecipação e a exposição costumam desencadear ou agravar a ansiedade. Além disso, a alternativa deixa de fora a III, que também traduz um critério típico de evitação ou de sofrimento intenso diante da situação fóbica.
- C)I, apenas.
Esta opção afirma somente a I, isto é, que a fobia específica envolve medo ou ansiedade circunscritos a uma situação ou objeto particular, o estímulo fóbico. Essa descrição está correta e corresponde ao núcleo do transtorno. Porém, a resposta fica incompleta porque a III também está correta ao mencionar a evitação ativa ou o medo intenso quando a exposição é inevitável.
- D)I e III, apenas.
Aqui se afirma que estão corretas apenas as proposições I e III. Isso está certo porque a I define o medo circunscrito ao estímulo fóbico e a III descreve a evitação ativa ou o temor intenso quando a pessoa não consegue evitar a situação, ambos compatíveis com os critérios do DSM-5 para fobia específica. A II fica de fora porque não é adequado dizer que a intensidade do medo independe da proximidade do objeto temido; em geral, a antecipação e a presença do estímulo são justamente os gatilhos da reação fóbica.
- E)II e III, apenas.
Esta alternativa combina as afirmativas II e III, ou seja, reconhece a evitação/ansiedade intensa diante do estímulo, mas também aceita a ideia de que o medo não varia com a proximidade do objeto temido. A III está correta, pois a fobia específica frequentemente leva à evitação ativa ou a sofrimento importante quando a exposição é inevitável. Já a II está errada porque a ansiedade fóbica costuma ser provocada ou intensificada pela antecipação e pela presença do estímulo, e a I também deveria ser incluída por descrever o medo restrito ao objeto ou situação fóbica.
Gabarito: D
Nas fobias específicas, o medo fica praticamente “preso” a um objeto ou situação bem definida, como altura, sangue, avião, animais ou injeções. É por isso que a alternativa I está correta: o estímulo fóbico é delimitado, e o sofrimento aparece em torno dele, não de forma difusa como em outros quadros de ansiedade. A alternativa II está errada porque, na prática, a intensidade da ansiedade costuma variar sim com a proximidade, a antecipação e a exposição ao estímulo. Quanto mais perto a pessoa está da situação temida, maior tende a ser a reação. O DSM-5-TR descreve que o medo é marcado e desproporcional, com resposta de ansiedade quase sempre imediata diante do objeto ou situação fóbica. A alternativa III também está correta: o indivíduo evita ativamente o que teme ou, se não consegue evitar, enfrenta a situação com sofrimento intenso. Essa evitação é um ponto central do diagnóstico e ajuda a manter o transtorno, porque alivia no curto prazo, mas reforça o medo no longo prazo. Então, o gabarito D está certo porque apenas as afirmativas I e III batem com a definição de fobia específica. Em prova de psiquiatria, a banca gosta de trocar o foco da questão: às vezes descreve corretamente a evitação, mas insere uma frase torta sobre intensidade do medo para confundir.