A mãe de um rapaz que teve um primeiro episódio maníaco pergunta ao seu psiquiatra qual seria a chance de ele voltar a ter episódios semelhantes. O psiquiatra deve responder que as chances são próximas, nesse caso, de:
- A)90%;
Certa, porque a chance de recorrência após um primeiro episódio maníaco é muito alta, próxima de 90%.
- B)50%;
Errada, pois 50% subestima bastante a tendência recorrente do transtorno bipolar.
- C)30%;
Errada, porque 30% é muito baixo para a probabilidade de novo episódio após mania.
- D)25%;
Errada, pois 25% também fica bem abaixo do risco esperado de recorrência.
- E)10%.
Errada, porque 10% é incompatível com o caráter altamente recorrente do episódio maníaco.
Gabarito: A
Após um primeiro episódio maníaco, o risco de recorrência é alto. Em psiquiatria, transtorno bipolar costuma ter curso crônico e episódico, com grande chance de novos episódios ao longo da vida, mesmo quando o paciente melhora bem do primeiro surto. Por isso, a ideia central aqui é simples: mania não costuma ser um evento isolado e “encerrado no arquivo”. Em termos práticos, a literatura clínica ensina que a probabilidade de recaída após um episódio maníaco é muito elevada, girando em torno de 90% ao longo do curso da doença. Isso explica por que o seguimento precisa ser contínuo, com manutenção terapêutica, psicoeducação e vigilância para sinais precoces de descompensação. A alternativa A está correta justamente porque reflete esse caráter recorrente do transtorno bipolar. A banca quer que você reconheça que, depois do primeiro episódio maníaco, a chance de novos episódios é muito alta, e não algo modesto como 10%, 25% ou 30%. Na prática de prova, sempre desconfie quando a questão tenta “diminuir” um transtorno psiquiátrico que, por definição clínica, tem tendência a repetição. Aqui, o raciocínio é epidemiológico e sindrômico, não legal. O ponto é: episódio maníaco isolado é exceção; recorrência é a regra.