Chamamos de depressão dupla quando ocorre
- A)superposição de TBH do tipo I e depressão atípica.
Errada: não tem relação com transtorno bipolar tipo I nem com depressão atípica.
- B)depressão recorrente com desfecho pior do que o normal.
Errada: depressão dupla não é apenas uma depressão recorrente com pior prognóstico, e sim a sobreposição de dois quadros depressivos.
- C)dois episódios, no mínimo, de depressão maior, em um mês.
Errada: o conceito não depende de “dois episódios em um mês”, isso não define depressão dupla.
- D)diagnóstico de depressão maior em mais de dois membros de uma mesma família.
Errada: o número de membros da família com depressão maior não caracteriza depressão dupla.
- E)doença depressiva maior, recorrente, sobreposta ao transtorno distímico, sem períodos de remissão.
Certa: descreve a sobreposição de episódio depressivo maior recorrente sobre distimia, sem remissão completa.
Gabarito: E
A chamada “depressão dupla” é um termo clássico da psiquiatria para descrever a sobreposição de um transtorno depressivo maior sobre um quadro de distimia, ou seja, uma depressão crônica de base com piora em forma de episódio depressivo maior. Em linguagem simples: a pessoa já vive com humor deprimido por longo tempo e, em cima disso, “desaba” mais ainda, sem intervalos de remissão completa. Esse conceito apareceu muito na classificação tradicional dos transtornos do humor e ainda é cobrado em prova como associação entre distimia e episódio depressivo maior. O ponto-chave é a cronicidade: não é apenas ter vários episódios depressivos, mas sim um quadro persistente de depressão de base com agravamento sobreposto. Por isso, o gabarito é a alternativa E. Ela descreve exatamente a doença depressiva maior recorrente sobreposta ao transtorno distímico, sem períodos de remissão. É a ideia de “dupla camada” de depressão: uma base contínua e, por cima, episódios maiores. A banca gosta desse nome antigo, então vale guardar a expressão, porque ela aparece com cara de coisa complicada, mas a lógica é bem direta.