Assinale o transtorno que representa o principal diagnóstico diferencial do Transtorno da Comunicação Social.
- A)Fobia social.
Fobia social causa medo de avaliação negativa, mas não é o principal diagnóstico diferencial do Transtorno da Comunicação Social.
- B)Transtorno do Espectro Autista.
Correta, porque o Transtorno do Espectro Autista é o principal diferencial, já que também compromete a comunicação social e ainda inclui আচtamentos restritos e repetitivos.
- C)Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade.
TDAH pode atrapalhar interação e conversa, mas não é o diferencial central do quadro descrito.
- D)Transtorno da Fluência com início na infância.
O transtorno da fluência com início na infância afeta a gagueira e a fluidez da fala, não a pragmática da comunicação.
- E)Mutismo seletivo.
Mutismo seletivo envolve não falar em certas situações por ansiedade, mas não é o principal diferencial do transtorno da comunicação social.
Gabarito: B
O Transtorno da Comunicação Social (ou transtorno da comunicação social/pragmática) aparece quando a pessoa tem dificuldade para usar a linguagem de forma socialmente adequada: fazer perguntas, ajustar o discurso ao contexto, respeitar turnos de fala e captar implícitos. Ou seja, ela até pode falar bem, mas a conversa não flui como deveria. Parece detalhe, mas em prova isso muda tudo. O principal diagnóstico diferencial é o Transtorno do Espectro Autista, porque os dois podem ter prejuízo importante na comunicação social. A diferença é que, no autismo, além das dificuldades de comunicação, existem padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Se esses comportamentos estiverem presentes, o quadro aponta para TEA, e não para Transtorno da Comunicação Social. Por isso o gabarito é a letra B. O raciocínio é clássico de DSM-5: o Transtorno da Comunicação Social só deve ser diagnosticado quando não há comportamento restritivo e repetitivo suficiente para fechar autismo. Em outras palavras, o autismo é o grande concorrente do diagnóstico, e a prova quer que você perceba justamente essa diferença. As outras alternativas até podem lembrar dificuldades de interação ou linguagem, mas não são o principal diferencial cobrado aqui. Em concurso, a banca gosta de testar essa fronteira entre “problema social de linguagem” e “autismo com sinais adicionais”.