Um teste neuropsicológico que detecta 94% dos casos de uma patologia, e também produz muitos resultados falso-positivos, apresenta:
- A)baixa sensibilidade e alta especificidade;
Errada, porque baixa sensibilidade não combina com o dado de que o teste detecta 94% dos casos.
- B)alta sensibilidade e baixa especificidade;
Certa, pois detectar 94% dos casos indica alta sensibilidade e gerar muitos falsos positivos indica baixa especificidade.
- C)baixa sensibilidade e baixa especificidade;
Errada, porque o enunciado aponta alta sensibilidade, não baixa, embora a especificidade realmente seja baixa.
- D)alta sensibilidade e alta especificidade;
Errada, porque a presença de muitos falsos positivos exclui alta especificidade.
- E)utilidade clínica irrelevante.
Errada, pois o teste tem utilidade clínica, especialmente para triagem, embora não seja bom para confirmar diagnóstico.
Gabarito: B
Em testes neuropsicológicos, dois conceitos aparecem o tempo todo: sensibilidade e especificidade. Sensibilidade é a capacidade do teste de encontrar quem realmente tem a doença, ou seja, detectar os verdadeiros casos. Especificidade é a capacidade de reconhecer quem não tem a doença, evitando falsos positivos. Pense assim: sensível é o teste que "não deixa passar" doente; específico é o teste que "não acusa à toa" quem está saudável. No enunciado, o teste detecta 94% dos casos da patologia. Isso indica sensibilidade alta, porque ele está acertando a maioria dos verdadeiros doentes. Ao mesmo tempo, o teste produz muitos falsos positivos, o que significa especificidade baixa, já que ele confunde pessoas sem a patologia com casos positivos. Por isso, o gabarito é B: alta sensibilidade e baixa especificidade. Essa é uma combinação clássica em provas quando o enunciado fala em "pega quase todos os casos", mas também "erra para mais" e gera muitos positivos indevidos. Em termos práticos, é um teste bom para triagem, mas ruim para confirmar diagnóstico sozinho.