Os estudos de famílias que têm portadores de Transtorno de Tourette mostram que existe forte correlação entre este transtorno e o transtorno
- A)da eliminação.
Errada: eliminação não é a associação clássica descrita nos estudos familiares de Tourette.
- B)disruptivo.
Errada: transtornos disruptivos podem coexistir em crianças, mas não são a correlação familiar forte e típica de Tourette.
- C)obsessivo-compulsivo.
Certa: há forte associação familiar e clínica entre Tourette e transtorno obsessivo-compulsivo.
- D)de desenvolvimento da linguagem.
Errada: transtornos de linguagem podem coexistir, mas não são o vínculo mais característico cobrado aqui.
- E)esquizofreniforme.
Errada: esquizofreniforme não é a correlação clássica com Tourette nos estudos de famílias.
Gabarito: C
A Síndrome de Tourette é um transtorno do neurodesenvolvimento marcado por tiques motores e vocais, que costumam começar na infância e podem variar de intensidade ao longo do tempo. Na prática, ela aparece muitas vezes “de mãos dadas” com outros quadros psiquiátricos, especialmente sintomas obsessivo-compulsivos e TDAH, o que é bem conhecido nos estudos familiares e genéticos. O ponto da questão é justamente a associação familiar: pessoas com Tourette e seus parentes apresentam forte correlação com transtorno obsessivo-compulsivo. Isso não significa que um cause o outro, mas que há sobreposição de vulnerabilidade biológica e familiar. Em psiquiatria, esse tipo de associação é clássico e costuma ser cobrado de forma direta pela banca. Por isso, o gabarito é a alternativa C. Tourette e TOC compartilham uma proximidade clínica e genética importante, e muitos pacientes com Tourette apresentam sintomas obsessivo-compulsivos ou um quadro de TOC propriamente dito. É uma relação tão frequente que vale decorar sem drama: Tourette gosta de aparecer junto com TOC, como dupla de prova que adora confundir candidato desatento. As demais alternativas não são a associação típica cobrada em estudos de famílias com Tourette. A banca aqui quer que você reconheça a comorbidade clássica, não um transtorno qualquer que apenas pareça “neurológico” ou “comportamental”.