Assinale a opção que indica o achado de neuroimagem sugestivo de Doença de Alzheimer.
- A)Hipometabolismo em cíngulo posterior.
Correta: o hipometabolismo em cíngulo posterior é um achado clássico de neuroimagem funcional sugestivo de Doença de Alzheimer.
- B)Escala MTA (medial temporal lobe atrophy) igual a 1.
Errada: MTA igual a 1 indica atrofia temporal medial discreta e inespecífica, não sendo um achado sugestivo por si só de Alzheimer.
- C)Extensa gliose por microangiopatia.
Errada: extensa gliose por microangiopatia sugere doença cerebrovascular, não o padrão típico de Alzheimer.
- D)Atrofia em córtex pré-frontal.
Errada: atrofia em córtex pré-frontal é mais associada a quadros frontotemporais ou outros processos, não ao padrão clássico de Alzheimer.
- E)Baixa captação de dopamina na cintilografia de perfusão.
Errada: baixa captação de dopamina é achado relacionado a síndromes parkinsonianas e não é o marcador esperado de Alzheimer.
Gabarito: A
Na Doença de Alzheimer, a neuroimagem pode mostrar um padrão de perda funcional e estrutural que “combina” com o quadro clínico: comprometimento de regiões temporais mediais e de áreas associadas à memória, como o cíngulo posterior e o precuneus. Em exames funcionais, isso aparece como hipometabolismo nessas regiões, um achado clássico e bastante cobrado em prova. Não é qualquer atrofia difusa que fecha o diagnóstico, mas sim um conjunto de alterações que aponta para um processo neurodegenerativo típico. O cíngulo posterior é uma das áreas mais sensíveis para sugerir Alzheimer, especialmente quando há hipometabolismo em PET ou SPECT. Isso reflete a disfunção de redes cerebrais ligadas à memória e à orientação, que são justamente as primeiras a sofrer no transtorno. Em outras palavras: a memória começa a falhar, e a imagem “entrega” o circuito envolvido. A alternativa A está correta porque o hipometabolismo em cíngulo posterior é um achado sugestivo de Doença de Alzheimer. Já a escala MTA pode ajudar na avaliação da atrofia temporal medial, mas um escore 1 é discreto e inespecífico, podendo até ser compatível com envelhecimento leve, dependendo da idade. As demais opções apontam para outros processos, como doença vascular, atrofia frontal ou doenças com alteração dopaminérgica. Em prova, pense assim: Alzheimer gosta de região temporal medial e cíngulo posterior, enquanto a doença vascular prefere a “bagunça” da microangiopatia e outros quadros demenciais têm assinaturas diferentes na imagem. A banca costuma misturar padrões de neuroimagem para ver se você reconhece o mapa certo da demência.