No transtorno do pânico, um dos sintomas proeminentes é a dificuldade para respirar. Este sintoma se relaciona à ativação do(a)
- A)hipocampo.
Errada, porque o hipocampo se relaciona mais com memória e contexto emocional do que com a sensação de dispneia no pânico.
- B)substância nigra.
Errada, pois a substância nigra está ligada principalmente ao controle motor e à dopamina.
- C)tálamo.
Errada, já que o tálamo atua como estação de retransmissão sensorial, mas não é o principal responsável pela dificuldade respiratória do ataque de pânico.
- D)núcleo parabraquial.
Certa, porque o núcleo parabraquial participa do processamento da respiração e da sensação de sufocamento, muito associada às crises de pânico.
- E)córtex pré-frontal.
Errada, pois o córtex pré-frontal tem papel regulador e de controle cognitivo, não sendo o principal correlato da dispneia no transtorno do pânico.
Gabarito: D
No transtorno do pânico, o sintoma de falta de ar costuma assustar muito porque aparece de forma súbita e intensa, junto com palpitações, tremor e sensação de morte iminente. A ideia central aqui é que o cérebro interpreta o alarme como uma ameaça real, mesmo sem haver perigo externo de fato. É aquele tipo de situação em que o corpo dispara o alarme antes de checar se existe incêndio. Nesse circuito do pânico, o núcleo parabraquial tem papel importante na percepção e na integração da respiração, especialmente quando a pessoa sente que não consegue encher o pulmão ou que está sufocando. Por isso, a dificuldade para respirar se relaciona à ativação dessa estrutura. Em termos práticos, é a ponte entre a sensação respiratória e a resposta de medo. As alternativas que citam hipocampo, substância nigra, tálamo e córtex pré-frontal não são as mais ligadas a esse sintoma específico. O hipocampo se associa mais à memória e contexto, a substância nigra ao controle motor, o tálamo ao revezamento sensorial e o córtex pré-frontal à modulação cognitiva e controle executivo. O detalhe que a FGV gosta de cobrar é justamente esse vínculo entre um sintoma físico típico da crise e a estrutura cerebral correspondente.